Renato garante vitória do Fluminense sobre o Paysandu.

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Renato é levantado por Marcos Júnior ao fazer o gol da vitória do Fluminense – Guilherme Leporace / Agência O Globo

Vencer o Paysandu por 2 a 1, em casa, levando para Belém a vantagem mínima e o peso de ter cedido um gol ao rival, talvez não fosse o resultado dos sonhos do Fluminense. Mas, nas circunstâncias, é motivo de celebração e até de alívio. Porque a história do jogo teve pouquíssimos traços da suposta disparidade de forças entre um time que briga no alto da tabela da Série A e um adversário da Série B. Na semana que vem, o empate bastará para classificar o tricolor às quartas da Copa do Brasil.

Até o petardo do lateral Renato, que decidiu o jogo aos 47 minutos do segundo tempo, o Fluminense jamais se sentira confortável em campo. Não tivera o controle da partida, salvo nos primeiros 30 minutos.

Foi o tempo que rendeu frutos a formação de um Fluminense que tinha Cícero e Marcos Júnior buscando se juntar a Ronaldinho pelo centro do campo, dando as laterais a Wellington Silva e Gustavo Scarpa. Os meias trabalhavam por trás dos volantes do Paysandu. Neste período, Ronaldinho teve, talvez, a maior frequência de toques na bola nesta sua passagem pelo tricolor, incluindo o belo passe de peito que resultou na grande chance perdida por Fred.

O atacante ainda teria outra oportunidade em cabeçada, mas o domínio do Fluminense acabaria aí. Bastou o Paysandu adiantar sua marcação para bloquear a saída de bola tricolor. O Fluminense se partiu em campo, perdeu conexão.

E o jogo começou a produzir personagens. O principal deles, o lateral direito Yago Pikachu. Trata-se de um daqueles laterais que, vez por outra surgem no futebol brasileiro jogando à moda Paulo Baier. Dá o ar da graça em diversas partes do campo. De vez em quando, até na lateral.

De cabeça, Magno Alves fez seu primeiro gol na volta ao Fluminense – Alexandre Cassiano / Agência O Globo

Acaba quebrando qualquer estabilidade do jogo. Como tem habilidade e ousadia, cria confusão na marcação rival ao se tornar uma peça imprevisível. Eram 46 minutos quando quase fez um golaço em lance individual, rompendo a marcação pelo meio. Antes, como lateral, cruzara Aylon quase marcar. Mas também cria instabilidade na própria defesa do Paysandu. Inevitável que, por vezes, sobrem espaços às suas costas.

Ronaldinho, outro personagem, foi se apagando com o passar do tempo. Toda a mobilidade de Pikachu, aos 23 anos, parece faltar ao meia, de 35.

O jogo caminhava mal para um Fluminense que perdia volume. Perdera também Fred, machucado, no intervalo. Mas um cruzamento de Gustavo Scarpa, certeiro, achou justamente a cabeça de Magno Alves, o substituto do camisa 9.

A vantagem não assentou o Fluminense, que se recompunha mal na hora de marcar. Outro personagem surgiu. O goleiro Júlio César, considerado uma temeridade por ter feito apenas um jogo nos 11 meses que tem de clube, não pôde pegar a bela cobrança de Pikachu. Mas a produção ofensiva do time paraense, melhor do que a tricolor no segundo tempo, o transformou em destaque com, ao menos, duas belas defesas.

 O 1 a 1 parecia de bom tamanho. Até que o rebote de um escanteio encontrou o lateral Renato para o gol da vitória.FLUMINENSE 2 x 1 PAYSANDULocal: Maracanã, no Rio de Janeiro (RJ)Árbitro: Igor Junio Benevenuto (MG)

Assistentes: Eduardo Goncalves da Cruz (MS) e Celso Luiz da Silva (MG)

Renda/Público: R$ 406.550,00 / 13.044 pagantes (13.523 presentes)

Cartões amarelos: Magno Alves e Edson (FLU). Ricardo Capanema, Jhonnatan, Gualberto, Misael, Yago Pikachu, Augusto Recife e Emerson (PAY).
Gols: Magno Alves 1-0 (9’/2ºT), Yago Pikachu 1-1 (26’/2ºT) e Renato 2-1 (47’/2ºT).

FLUMINENSE: Júlio César, Wellington Silva (Renato, 29’/1ºT), Gum, Marlon e Gustavo Scarpa; Edson, Jean, Cícero, Marcos Júnior e Ronaldinho Gaúcho (Lucas Gomes, 25’/2ºT); Fred (Magno Alves – Intervalo). Técnico: Enderson Moreira.

Paysandu: Emerson, Yago Pikachu, Thiago Martins, Gualberto e João Lucas; Ricardo Capanema, Augusto Recife, Jhonnatan (Misael, 19’/2ºT) e Carlinhos (Paulo Otávio, 38’/2ºT; Aylon e Leandro Cearense (Betinho 43’/2ºT). Técnico: Dado Cavalcanti.

Marcos Júnior disputa a bola com Carlinhos – Guilherme Leporace / Agência O Globo

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