Ricardo Coutinho, Haddad, Boulos e Dino lançam grupo de oposição a Bolsonaro

Da esq. para a dir.: Coutinho, Dino, Boulos e Haddad e Sonia Guadalajara durante encontro desta 3ª feiraDivulgação

Cinco políticos de oposição se reuniram nesta 3ª feira (26.mar) das 8h às 9h em 1 hotel em Brasília para combinar formas de fazer oposição ao governo de Jair Bolsonaro. O grupo inclui Fernando Haddad (PT) e Guilherme Boulos (Psol), que foram candidatos a presidente, Flávio Dino (PC do B), governador do Maranhão, Sonia Guajajajra (Psol), que foi candidata a vice na chapa de Boulos, e Ricardo Coutinho (PSB), ex-governador da Paraíba.

Haddad disse que a reunião foi pensada em 1 encontro que ele e Boulos tiveram há 1 mês em São Paulo. A ideia é ampliar o grupo e fazer outras reuniões. Ao final, eles publicaram uma nota, na qual registram a intenção de atuar contra a Reforma da Previdência, criticam a viagem de Bolsonaro aos Estados Unidos e a orientação do presidente aos militares para que comemorem o golpe militar de 1964.

A seguir, a nota publicada pelo grupo.

“Reunidos nesta manhã em Brasília, realizamos um debate sobre o atual momento nacional, especialmente considerando o rápido e profundo desgaste do Governo Bolsonaro. Destacamos alguns pontos para reflexão de toda a sociedade:

  1. Estamos atentos e mobilizados para evitar agudos retrocessos sociais, trazidos por esse projeto de Reforma da Previdência, centrado no regime de capitalização e no corte de direitos dos mais pobres.
  2. Do mesmo modo, convidamos para a defesa da soberania nacional. Consideramos que por trás do suposto discurso patriótico do atual governo há, na prática, atitudes marcadamente antinacionais, como vimos na recente visita presidencial aos Estados Unidos.
  3. Em face da absurda decisão do Governo Bolsonaro de “comemorar” o Golpe Militar de 1964, no próximo dia 31 de março, manifestamos nossa solidariedade aos torturados e às famílias dos desaparecidos. Sublinhamos a centralidade da questão democrática, que se manifesta na defesa do Estado de Direito, das garantias fundamentais e no repúdio a atos de violência contra populações pobres e exploradas, a exemplo das periferias, dos negros e dos índios. Não aceitamos a criminalização dos movimentos sociais, uma vez que eles são essenciais para uma vivência autenticamente democrática.

Nesse contexto, é urgente assegurar ao ex-presidente Lula seus direitos previstos em lei e tratamento isonômico, não se justificando a manutenção de sua prisão sem condenação transitada em julgado.

Por fim, essa reunião expressa o desejo de ampla unidade do campo democrático para resistir aos retrocessos e oferecer propostas progressistas para o Brasil.”

Poder360