Rio ainda receberá 27 mil pistolas, 3 helicópteros e 3 mil viaturas da intervenção federal

Rio ainda receberá 27 mil pistolas, 3 helicópteros e 3 mil viaturas da intervenção federal

RIO – A intervenção federal na segurança do Rio terminou em 31 de dezembro do ano passado, mas boa parte dos equipamentos comprados com a verba da União ainda chegará às mãos da polícia, do Corpo de Bombeiros e dos agentes penitenciários do estado. Entre o material, estão dois helicópteros, 9.360 pistolas  e 1.233 carros para a Polícia Civil. A Polícia Militar será contemplada com 15 mil pistolas e 1.659 automóveis. Os bombeiros receberão um helicóptero, e a Secretaria de Administração Penitenciária, 3 mil pistolas.

Parte desse material chegará às forças de segurança do Rio a partir do segundo semestre de 2019, e a previsão é que toda a entrega seja concluída em janeiro de 2021, já que as aeronaves, por exemplo, ainda estão sendo fabricadas. Os investimentos fazem parte do R$ 1,2 bilhão repassado pelo governo federal para a intervenção em 2018.

Intervenção federal na segurança do Rio entregou R$ 319 milhões em equipamentos

Gabinete da Intervenção Federal (GIF) entregou, até o mês de abril, o equivalente a R$ 319 milhões em equipamentos e armamentos comprados durante o período da intervenção federal na área dasegurança pública do Rio de Janeiro , ocorrida no ano passado. Cerca de 40% dos itens comprados pela intervenção já foram entregues, de acordo com o GIF. A previsão é que a entrega de quase todos os materiais seja concluída até o fim deste ano, exceto para os três helicópteros, que só devem chegar para a Polícia Civil (duas aeronaves) e para o Corpo de Bombeiros (uma) em janeiro de 2021. O investimento feito na área da segurança em 10 meses de intervenção corresponde ao equivalente a, aproximadamente, seis anos, defende o gabinete.

A maior parte desses recursos foi usada para a compra de veículos e peças: R$ 136 milhões usados para adquirir caminhões, vans e veículos leves, entre outros, para equipar os órgãos os órgãos de segurança. Do total de R$ 1,2 bilhão disponível, a intervenção federal conseguiu empenhar 97,62% (R$ 1.171.500.000) até o dia 31 de dezembro , e R$ 28,5 milhões foram devolvidos ao governo federal — entre as compras frustradas está a de novos fuzis para a Polícia Civil.

Equipamentos entregues pela intervenção até abril deste ano somam R$ 319 milhões Foto: Divulgação / Gabinete de Intervenção Federal (GIF)
Equipamentos entregues pela intervenção até abril deste ano somam R$ 319 milhões Foto: Divulgação / Gabinete de Intervenção Federal (GIF)

— O legado da Intervenção Federal, tanto a sua vertente tangível (materiais e equipamentos), quanto os aspectos intangíveis (capacitação e melhoria de processos), está intimamente ligado ao objetivo estratégico de “recuperar a capacidade operativa dos órgãos de segurança pública”. Todas as aquisições foram fruto de minuciosos estudos elaborados por cada um dos órgãos intervencionados (PMERJ, PCERJ, SEAP e SEDEC), que listaram as suas necessidades específicas, não apenas em termos de materiais e equipamentos, mas também no tocante à capacitação administrativa de seus quadros. Essa participação direta dos órgãos nos respectivos processos aquisitivos do GIF, além de garantir a compra de itens que preencham, de fato, os requisitos operacionais apropriados, assegurou o atendimento pleno àquelas necessidades por eles levantadas — defendeu ao GLOBO o coronel Carlos Cinelli, porta-voz do Gabinete de Intervenção Federal.

Somente em coletes balísticos — 14.875 foram comprados — o Gabinete de Intervenção Federal gastou R$ 65 milhões. A verba federal que esteve disponível para o interventor, general Braga Netto, também comprou novas armas. Já foram entregues, no valor total de R$ 22,5 milhões, 500 fuzis, 292 espingardas calibre 12, oito submetralhadoras, 1.030 armas consideradas menos letais, e munições. O GIF gastou ainda R$ 46,1 milhões em computadores e R$ 13,8 milhões em softwares. Os equipamentos de perícia custaram R$ 11,35 milhões. Foram adquiridos maletas de perícia, filmadoras, cromatógrafo e scanner de corpo para Instituto Médico Legal (IML), entre outros.

Os recursos federais também foram usados para comprar materiais de alpinismo (R$ 164 mil), televisores (R$ 66,69 mil), sistema e salas de monitoramento (R$ 3 milhões), e materiais de consumo (R$ 2,1 milhões), em itens de limpeza e expediente para as delegacias.

O Globo