João Pessoa 13/12/2018

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Rocha diz que Nenê é mimado e aconselha R. Caio a deixar o São Paulo

Ricardo Rocha, gerente de futebol do São Paulo FC, acompanha o treino no CCT da Barra Funda, na Zona Oeste da capital paulista.

Ricardo Rocha disse que Nenê foi mimado ao reclamar de ida ao banco de reservas do São Paulo (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Três dias depois de deixar o cargo de coordenador de futebol do São Paulo, Ricardo Rocha fez um balanço da equipe neste temporada. Em entrevista ao Sportv, ele explicou a queda de desempenho do time no Campeonato Brasileiro, comentou a polêmica envolvendo Nenê, as declarações de Rodrigo Caio e a demissão de Diego Aguirre.

Após liderar o Brasileirão por oito rodadas, o Tricolor caiu de rendimento no returno e terminou em quinto lugar, assegurando uma vaga na pré-Libertadores. De acordo com o ex-zagueiro, faltou opções no elenco para a equipe brigar pelo título até o fim.

“Primeiro turno foi excelente. Segundo turno, há uma queda absurda. Quando todo mundo no primeiro turno dizia que ia ser campeão, eu sempre falava: ‘calma, falta muita coisa’. Aí começam os problemas: o Everton machuca, um jogador importantíssimo. Nosso elenco não teve encaixe, começou uma queda de produção de jogadores”, argumentou.

“Não tivemos substitutos à altura dos jogadores que se machucaram. Por que não tivemos um elenco mais forte? Porque não tinha como competir com Flamengo e Palmeiras. A verdade é essa”, acrescentou.

Sobre Nenê não ter gostado de ter sido colocado no banco de reservas por Aguirre, Rocha concordou que o meia foi mimado. “Foi, foi, sim. Houve algumas insatisfações. Vimos uma. Nenê”, revelou.

Ricardo Rocha também falou sobre as declarações de Rodrigo Caio, que criticou Diego Aguirre e afirmou que não se sente mais tão são-paulino. “É uma opinião do Rodrigo, tem que respeitar. É jogador importante para o São Paulo, mas naquele momento o Aguirre achava que era o quarto zagueiro. Rodrigo ficou muito tempo parado. É ótimo jogador”, disse o ex-coordenador.

“E digo mais: por essa declaração dele, é bom ele sair. Ele tem que sair, ou emprestado ou vendido, porque tem muita bola. Voltar à Seleção Brasileira. Falei para ele. É a pressão que é muito grande. Tudo que dá errado é Rodrigo. E não é assim”, completou.

Quanto à demissão de Aguirre faltando cinco rodadas para o término do Brasileiro, Rocha afirmou que era contra a saída do treinador uruguaio após o empate com o Corinthians. “Faltavam cinco rodadas, e eu falei isso para o Raí e algumas pessoas. Se eu estivesse na reunião, eu tentaria que não derrubassem o Aguirre”, contou.

“Em momento algum, nós falamos sobre a queda de treinador. Raí estava muito triste, eu também, o time estava jogando muito mal. Mas o Aguirre foi importante para a gente. Não quer dizer que não queria o Jardine. Acho que capacidade ele tem, poderia assumir depois. Se eu estivesse nessa reunião, deixaria os cinco jogos”, concluiu.