ROMPIMENTO: PTB e PDT deixam a base de Dilma e chances da PB ter ministro diminuem

damião e felicianoAs chances de um paraibano voltar a ocupar um ministério no governo Dilma Rousseff (PT), estão cada vez mais remotas. Isso porque, os líderes do PTB e do PDT na Câmara anunciaram oficialmente, na noite de ontem (05), que deixarão a base do governo federal. Em resposta, o líder do governo na Casa, José Guimarães (PT-CE), afirmou que será necessário se repensar a política de distribuição de ministérios e cargos entre os partidos aliados nos próximos dias.

Com isso, as chances do deputado federal paraibano e presidente do PTD da Paraíba Damião Feliciano ocupar a vaga do Ministro do Trabalho Manoel Dias que é do PDT diminuíram vertiginosamente, podendo o mesmo perdes até os cargos federais que ocupa no Estado.

O líder do PDT na Câmara, André Figueiredo (CE), disse que a decisão foi motivada pelo fato de o governo ter chamado os parlamentares de infiéis após a análise da PEC 443/09, relacionada ao aumento salarial de advogados da União e de outras carreiras jurídicas. O governo queria que a matéria fosse votada no final de agosto, mas foi derrotado pela Câmara na noite desta terça-feira (4). “Não admitiremos mais sermos chamados de infiéis e traidores porque nunca traímos nossos princípios”, declarou. Figueiredo assinalou que a decisão foi tomada por unanimidade e criticou o fato de a liderança do governo deixar várias negociações para a última hora. Entre elas, as relacionadas à própria PEC 443/09.

O líder do PTB, deputado Jovair Arantes (GO), também declarou independência ao governo federal e afirmou que, a partir de agora, a bancada analisará, caso a caso, como votará as matérias em pauta na Câmara. O partido hoje faz parte do bloco do PMDB. “Hoje a bancada declara independência às votações e se reserva o direito de votar como quiser”, disse.

Em resposta à independência declarada pelo PDT e pelo PTB em relação à orientação do Poder Executivo, o líder do governo disse que é preciso repensar a política de distribuição de ministérios. “Temos de refazer muitas coisas, refazer a base e, para isso, temos que também dialogar com ministros indicados ou das cotas desse ou daquele partido”, disse. “Depois do ajuste fiscal, acho que precisamos fazer um ajuste político”, assinalou. “Vamos conversar a partir dos próximos dias para ver como agiremos”, complementou.

Atualmente, o PDT e o PTB mantêm um ministério cada no governo Dilma Rousseff. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, foi indicado dentro da cota do PDT; já o ministro de Indústria e Comércio Exterior, o ex-senador Armando Monteiro, está na cota do PTB.

Na Paraíba Damião que é esposo da vice-governadora da Paraíba Lígia Feliciano (PDT), era cotado na disputa cargo com mais três deputados para o lugar de Manoel Dias no Ministério do Trabalho. Com a saída do partido da base da presidente o parlamentar pedetista pode até mesmo perder as indicações de dois cargos federais importantes que detém no Estado – a gerência da Delegacia Regional do Trabalho e também a Superintendência do Patrimônio da União na Paraíba.

Já o deputado federal Wilson Filho (PTB) que é filho do ex-senador Wilson Santiago presidente do PTB no Estado que era cotado, para assumir a vice-presidência do Banco do Brasil (BB), também viu suas pretensões diminuírem.

PBAgora