João Pessoa 19/12/2018

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Rubem Novaes é indicado por Paulo Guedes para o Banco do Brasil

Carlos von Doellinger, ex-secretário do Tesouro Nacional durante a ditadura militar, será o presidente do Ipea

O futuro ministro da Economia, Paulo Guedes, anunciou mais dois nomes ligados à área econômica do futuro governo Jair BolsonaroRubem Novaes será presidente do Banco do Brasil, e Carlos von Doellinger vai comandar oInstituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Os dois se somam a Pedro Duarte Guimarães, anunciado mais cedo como o próximo presidente da Caixa Econômica Federal.

Rubem Novaes estudou junto de Paulo Guedes na Universidade de Chicago – ele é PhD pela faculdade. Assim, ele se soma ao próprio Guedes, a Joaquim Levy (futuro presidente do BNDES) e a Roberto Castello Branco (Petrobras) na turma dos “Chicago Boys” – como são chamados os adeptos da Escola de Chicago.

Por formação, Novaes apresenta, como seus colegas de universidade, perfil liberal – a favor de privatizações, de desregulamentação, de cortes públicos e de redução de impostos para estimular a economia.Inicialmente, para o Banco do Brasil, foi cotado Ivan Monteiro, atual presidente da Petrobras. No entanto, ele não passou no crivo da ala política do governo de transição. Novaes, apesar de ser dado como certo por Guedes, que segundo Bolsonaro tem carta branca para tocar a economia, precisará receber esse aval.

Doellinger, que já estava junto da equipe de transição, tem formação no Brasil. Ele é economista pela Universidade Federal do Rio de Janeiro. Ele também foi secretário do Tesouro Nacional durante a ditadura militar. Pelo Ipea, publicou estudos sobre multinacionais no Brasil entre os anos de 1975 e 1979.

Caixa

O economista Pedro Duarte Guimarães, sócio do banco de investimentos Brasil Plural, aceitou o convite de Guedes para comandar a Caixa. Inicialmente, ele havia sido convidado para presidir o banco estatal ou assumir a Secretaria de Privatizações, que será criada, mas decidiu nesta quarta pela Caixa.

Guimarães é especialista em privatizações e trabalhou no BTG Pactual ainda quando o futuro ministro da Economia era sócio do banco de investimento. Ele é um dos executivos do mercado financeiro que fazem parte do grupo de voluntários que estão em Brasília para ajudar na transição do novo governo.