Rússia e EUA reiniciam negociações para salvar o cessar-fogo na Síria

cessar fogo na síriaMulher síria caminha por entre escombros em uma área controlada por rebeldes, na província de Idlib, na Síria 

A comunidade internacional, liderada por Rússia e Estados Unidos, se reúne nesta terça-feira em Viena, na Áustria, para tentar diminuir suas diferenças e salvar o instável cessar-fogo na Síria. Os dois poderes mais profundamente envolvidos na crise buscam reiniciar as conversas em busca de uma solução que acabe com a guerra, através da criação de um governo de transição que assegure a saída do presidente Bashar al Assad.

John Kerry, secretário de Estado americano, e Sergei Lavrov, ministro das Relações Exteriores russo, também devem tentar acelerar a entrega de ajuda humanitária às áreas sitiadas do país.

Entre os países presentes estarão o Reino Unido, a França e a Alemanha, além de nações vizinhas da Síria e potências regionais, como a Arábia Saudita e a Turquia. Representantes do Irã, maior aliado regional de Bashar al Assad, também irão comparecer ao encontro. A relação do país com outros da região, que apoiam a saída do presidente, é um dos motivos para a dificuldade de se chegar a acordos.

“Hoje tentamos criar as condições para que o cessar-fogo pactuado seja cumprido de melhor maneira, não só na cidade de Aleppo, mas também em seus arredores”, afirmou o ministro das Relações Exteriores da Alemanha, Frank-Walter Steinmeier, em sua chegada à reunião do Grupo Internacional de Apoio à Síria.

Steinmeier disse à imprensa que desde que se estabeleceu a trégua em fevereiro foram conseguidos avanços e uma redução dos combates em algumas regiões do país, nas quais os sírios puderam inclusive “voltar para casa”. Porém, o ministro alemão reconheceu que há “muitas sombras” no processo e reafirmou a necessidade das negociações, “porque com Assad não é possível, em longo prazo, um futuro para o país”.

O ministro das Relações Exteriores do Irã, Mohamad Javad Zarif, declarou em sua chegada a Viena que a “política” é a única saída para o conflito e que para avançar nesse caminho é preciso “um cessar-fogo” que “exclua os terroristas”. “Infelizmente, parece que alguns insistem em uma solução militar, uma ilusão que tem que chegar ao fim para que se possa buscar uma solução política”, disse Zarif, citado pelos veículos de imprensa iranianos.

(Com EFE)