Secretário de turismo da PB é preso na quinta fase da Operação Calvário

Secretário de turismo da PB é preso na quinta fase da Operação Calvário

Ivan Burity, secretário executivo de Turismo da Paraíba — Foto: Rizemberg Felipe/Jornal da Paraíba

O secretário executivo de turismo da Paraíba, Ivan Burity, foi preso na manhã desta quarta-feira (9) em uma nova fase da Operação Calvário, que investiga desvios de recurso públicos da saúde. O objetivo desta fase, a quinta, é cumprir 28 mandados, sendo três de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão, em cinco estados. O diretor administrativo do Hospital Geral de Mamanguape (HGM), Eduardo Simões Coutinho, também foi preso por volta das 7h30.

G1 tenta entrar em contato com os advogados dos investigados, mas as ligações não foram atendidas até as 7h30.

A Operação Calvário visa desarticular uma organização criminosa suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro e desvio de recursos em contratos firmados com unidades de saúde e educação da Paraíba cujos valores passam de R$ 1 bilhão.

Polícia cumpre mandados da Operação Calvário no bairro do Cabo Branco, em João Pessoa — Foto: Caio Ismael/CBN ParaíbaPolícia cumpre mandados da Operação Calvário no bairro do Cabo Branco, em João Pessoa — Foto: Caio Ismael/CBN Paraíba

Polícia cumpre mandados da Operação Calvário no bairro do Cabo Branco, em João Pessoa — Foto: Caio Ismael/CBN Paraíba

Na Paraíba, os mandados de prisão emitidos pelo desembargador-relator Ricardo Vital de Almeida foram contra Ivan Burity de Almeida, secretário de turismo da Paraíba; e Eduardo Simões Coutinho, diretor administrativo do Hospital Geral de Mamanguape.

Ao todo, são cumpridos 28 mandados judiciais em cinco estados: três de prisão preventiva e 25 de busca e apreensão.

  • Na Paraíba: Dois de prisão preventiva e 12 de busca e apreensão
  • No Rio de Janeiro: quatro de busca e apreensão
  • Em São Paulo: três de busca e apreensão
  • No Paraná: cinco de busca e apreensão
  • Em Alagoas: um de prisão e um de busca e apreensão

A quinta fase da Operação Calvário na Paraíba é realizada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB), pelo Ministério Público Federal (MPF), pela Polícia Federal (PF) e pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na Paraíba, a operação acontece simultaneamente em João Pessoa, Santa Rita e Mataraca.

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O que a operação investiga

A Operação Calvário foi desencadeada em dezembro de 2018 com o objetivo de desarticular uma organização criminosa infiltrada na Cruz Vermelha Brasileira, filial do Rio Grande do Sul, além de outros órgãos governamentais. A ex-secretária de administração da Paraíba chegou a ser presa e fez acordo de delação onde contou como supostamente funcionava o esquema.

A investigação identificou que a organização criminosa teve acesso a mais de R$ 1,1 bilhão em recursos públicos, para a gestão de unidades de saúde em várias unidades da federação, no período entre julho de 2011 até dezembro de 2018.

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A estimativa, no entanto, é inferior ao valor real do dano causado ao patrimônio público, já que só foram computadas as despesas da CVB-RS com uma pequena parcela de fornecedores que prestam serviços em unidades de saúde do município e do Rio de Janeiro, não alcançando os desvios de recursos públicos decorrentes da atuação da organização criminosa na Paraíba, que vem conseguindo centenas de milhões de reais desde o ano de 2011.

G1PB