Sem força política, paraibano André Amaral perde disputa por Ministério da Cultura

O paraibano André Amaral, do PMDB, até que tentou, mas não conseguiu emplacar um MInistério no Governo Temer. Ele chegou a ser cotado para o posto, mas, sem força política, acabou rifado.

Neta quinta-feira o Planalto informou que o escolhido para o posto foi o atual diretor da Ancine Sergio Sá Leitão.

Nos bastidores a informação é de que a pouca bagagem cultural do parlamentar tenha pesado na hora da definição. Artistas e entidades também contestavam, através das redes sociais, a imaturidade do jovem paraibano para comandar um ministério que merece empenho e, de quebra, alguém bem informado sobre o segmento.

O ESCOLHIDO

O jornalista Sérgio Sá Leitão, atual diretor da Agência Nacional de Cinema (Ancine), de 49 anos, é o novo ministro da Cultura. O convite foi feito pelo presidente Michel Temer e aceito. A posse deve acontecer na semana que vem. Com essa definição, Temer opta por prestigiar o setor cultural e não entregar a pasta da Cultura aos partidos políticos que o apoiam. A vaga já estava sendo disputada pelo PTB que pretendia indicar a deputada Cristiane Brasil, filha do ex-deputado Roberto Jefferson. Temer já teve problemas com a área cultural quando decidiu retirar o status de ministério da pasta da Cultura e foi obrigado a recuar em seguida, quando o titular era o diplomata Marcelo Calero. Ele deixou o governo depois de denunciar pressão do então ministro Geddel Vieira Lima sobre o Iphan para a liberação da construção de um prédio em um terreno em área nobre de Salvador. Sérgio Sá Leitão é jornalista, trabalhou no jornal “Folha de S. Paulo”, e foi chefe de gabinete do Ministério da Cultura na gestão de Gilberto Gil e chegou à presidência da Ancine por indicação do então ministro Roberto Freire.


PB Agora