João Pessoa 11/12/2018

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Silvana corre risco de deixar elite do surfe feminino

Fora de combate desde setembro, após o encerramento da etapa de Surf Ranch do Circuito Mundial de Surfe, a cearense Silvana Lima, de 34 anos, assiste ao desfecho da temporada de dedos cruzados. Isso porque corre o risco de ficar fora da categoria principal (CT) do evento no ano que vem e ter de disputar a divisão de acesso (QS) em 2019. No momento, Silvana é 13ª no ranking do CT, que mantém para o ano seguinte somente as dez primeiras, e nona na lista do QS, que classifica as seis primeiras para a elite. No entanto, três atletas à frente dela no ranking do QS aparecem entre as dez melhores do CT e, por isso, a zona de classificação se estendeu até ela, última selecionada no momento.

Esse cenário pode mudar durante a última etapa do CT feminino 2018, que acontece a partir deste domingo (25), no Havaí, com transmissão dos canais ESPN na TV fechada e na internet e no site oficial da WSLSilvana tem de torcer por um bom resultado da australiana Nikki Van Djik e da havaiana Coco Ho, para que elas permaneçam no top 10 e não precisem usar suas posições através do ranking da divisão de acesso. Caso uma delas caia de posição, precisará recorrer à vaga do QS e a cearense perderá a vaga.

Nascida em Paracuru, no Ceará, em uma família com poucos recursos financeiros, Silvana ascendeu à elite do surfe mundial em 2006, permanecendo por seis temporadas e, por vezes, tendo de custear as próprias viagens pela falta de incentivo ao surfe feminino brasileiro. Em 2012, sofreu a primeira lesão séria, no ligamento do joelho direito, e perdeu a vaga no CT, retornando somente em 2015. A trajetória de superação da brasileira, que já operou os dois joelhos e resistiu a um cenário hostil tanto fisicamente, quanto no quesito patrocínios, é reconhecida internacionalmente.

Com a inserção da modalidade nos Jogos de 2020, o surfe feminino ganhou um programa de apoio no Brasil e as condições melhoraram neste ano. No entanto, Silvana voltou a lesionar o joelho direito, na etapa de Jeffrey’s Bay, na África do Sul, e está de molho desde setembro.

Tatiana

Após o projeto nacional para os Jogos, a gaúcha naturalizada havaiana Tatiana Weston-Webb passou a competir pelo País. O acerto tem muito a ver com o fato de as chances de classificação dela para Tóquio serem elevadas se disputar uma vaga pelo Brasil ao invés dos EUA, já que o Havaí não competirá de forma independente como acontece na WSL. Tati, que vinha de temporadas como coadjuvante no CT, foi uma das protagonistas deste ano. É a terceira colocada e, embora não tenha mais chances de título, já tem a classificação para 2019 assegurada.

Folha de Pernambuco