SP: homem que ejaculou em mulher faz nova vítima

Diego Ferreira de Novais foi preso nesta semana e, em seguida, liberado pelo juiz

O homem que ejaculou em uma mulher, nessa terça-feira (29), na Avenida Paulista, fez uma nova vítima e está preso neste sábado. A Polícia Militar (PM) confirmou que o preso é Diego Ferreira de Novaes, detido na última terça e liberado pelo juiz José Eugênio Souza Neto.

De acordo com o relato do ouvinte da BandNews FM, Everton Santos, o agressor tirou o pênis para fora e passou no braço de uma mulher, que chorava quando a PM chegou ao local.

O homem estava com boné e camiseta cinza. Algumas pessoas tentaram bater no homem.

O caso foi registrado no 78º Distrito Policial, onde o agressor está sendo ouvido.

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Entenda o caso

Uma jovem sofreu assédio sexual em um ônibus na Avenida Paulista da tarde de terça-feira (29). Segundo relato de testemunhas, ela estava sentada em um banco ao lado do corredor, quando o suspeito, identificado como Diego Ferreira de Novaes, que estava em pé na sua frente, tirou o pênis da calça e ejaculou.

Diego reúne cinco passagens pela polícia e pelo menos 16 boletins de ocorrência por crimes sexuais. O pai dele, Salvador, disse em entrevista à Rádio Bandeirantes que o filho deveria ser internado urgentemente.

Apesar de ter sido levado para a delegacia, o homem – que já possuía cinco passagens pela polícia – foi liberado, já que o juiz Eugênio Amaral Souza disse que “não houve constrangimento ou tampouco violência” que justificasse classificar o caso como estupro, apesar de ter dito que o caso é “bastante grave”. O agressor deverá apenas pagar uma multa.

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No Uber

O abuso, entretanto, não está restrito ao transporte público. Na segunda-feira, a escritora Clara Averbuck relatou em seu perfil no Facebook ter sido estuprada enquanto voltava para a casa de Uber.

No relato, a escritora conta como tudo aconteceu e diz ainda não ter certeza sobre se irá denunciar formalmente o agressor.

“Estou decidindo se quero me submeter à violência que é ir numa Delegacia da Mulher ser questionada, já que a violência sexual é o único crime que a vítima é que tem que provar. Não quero impunidade de criminoso sexual, mas também não quero me submeter à violência de estado”, desabafou.

A empresa informou que expulsou o motorista denunciado.