Stevie Wonder fala ao Correio sobre a relação com a música brasileira

stiver honderStevie Wonder é fã inconteste da música brasileira, mas confessa que a incursão pela obra de alguns artistas daqui não foi o suficiente para que ele aprendesse o português. Um “obrigado” é o máximo que arrisca. Mas nem precisaria passar muito disso.

A linguagem que o cantor, compositor e multi-instrumentista norte-americano criou transcende a barreira do idioma. Basta assistir a um show do astro para comprovar.

Se os cariocas podem se gabar de terem visto o ídolo duas vezes em pouco mais de um ano, em 2011 e 2012, os brasilienses realizam, agora, o sonho de ouvi-lo de perto pela primeira vez. Em 7 de dezembro, Stevie Wonder é a atração principal de um festival no Centro Cultural Banco do Brasil.

“Por ser minha estreia na cidade, acho que o show será maravilhoso. Estou animado para encontrar pessoas novas”, disse o astro em entrevista exclusiva ao Correio, por telefone, de sua casa em Los Angeles, nos Estados Unidos.

Wonder ficou cego pouco depois de nascer, e, ainda criança, vislumbrou no universo dos sons a maneira mais eficaz de se comunicar. Vem daí a reação de hipnose causada por ele em plateias de todo o mundo. No Rock in Rio de 2011, o autor de Superstition, Higher ground e Isn’t she lovely? fazia uma apresentação morna quando, com rara sensibilidade, subverteu o setlist estabelecido e enfileirou um bocado de sucessos atemporais. As mudanças surtiram feito.

Para agradar ainda mais aos brasileiros, chamou a filha, Aisha, para cantar o clássico Garota de Ipanema, na versão em inglês, e surpreendeu ao ressuscitar o hit setentista Você abusou, da dupla Antonio Carlos e Jocafi. Um mestre sempre sabe a hora de revelar suas armas. O repertório para Brasília ainda está sendo montado, mas ele garante que deseja apresentar músicas que ainda não tocou ao vivo.

 

Correio Braziliense