STF derruba decisão de Moro e anula condenação de Bendine na Lava Jato

STF derruba decisão de Moro e anula condenação de Bendine na Lava Jato

Brasília – CPI da Petrobras, E/D. deputado Antonio Imbassai, presidente Hugo Mota, relzator Luiz Sergio, e o depoente presidente da Petrobras, Aldemir Bendine

O ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine

A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nesta terça-feira (27) anular a condenação do ex-presidente da Petrobras e do Banco do Brasil Aldemir Bendine em um dos processos da Operação Lava Jato. Ele foi condenado em março de 2018 pelo então juiz Sergio Moro.

O placar de 3 votos a 1 foi obtido com os votos dos ministros Ricardo Lewandowski, Gilmar Mendes e Cármen Lúcia. O relator do caso, Edson Fachin, foi vencido. O ministro Celso de Mello não participou da sessão por motivos de saúde. Conforme entendimento da maioria, Bendine tem direito de apresentar alegações finais e ser interrogado após os delatores do caso, fato que não ocorreu no processo.

Com a decisão, o processo deverá voltar para a primeira instância da Justiça Federal em Curitiba para um novo interrogatório e uma nova sentença.

Recurso

A turma julgou recurso protocolado pela defesa de Bendine contra decisão individual do relator do caso, ministro Edson Fachin, que negou suspender a condenação para que os advogados pudessem se manifestar por último no processo, após entrega das alegações de ex-diretores da Odebrecht ao juiz.

Na sentença, delatores e delatados tiveram o mesmo prazo para apresentarem defesa. No entanto, pelo entendimento da maioria dos ministros da Segunda Turma, mesmo não estando previsto em lei, o interrogatório e a apresentação de alegações finais do investigado delatado devem ser feitos ao final do processo, após os delatores da Odebrecht terem entregado suas manifestações. A conclusão foi baseada no princípio constitucional da ampla defesa.

Bendine chegou a ser preso em uma das fases da Lava Jato, mas teve prisão preventiva substituída por medidas cautelares, como comparecimento à Justiça quando for chamado, proibição de sair do país, entrega do passaporte e proibição de manter contato com os demais investigados no caso.

*Com Agência Brasil