Telma Alvarenga: após 36 anos, Marcio Meirelles volta aos palcos como ator

marcio meirelesMarcio Meirelles, em cena, no monólogo As Palavras de Jó: novo visual, com cabelos e barba raspados
(Foto: Eduardo Coutinho/divulgação)

Quando mostrou a Marcio Meirelles o monólogo As Palavras de Jó, o autor, Matéi Visniec, romeno radicado em Paris, fez o desafio: “Você tem que fazer essa peça”. Pois no dia 12 de julho, o diretor e criador do Bando de Teatro Olodum voltará ao palco como ator, 36 anos depois. “Quando li o texto, entendi o porquê da convocação. O Jó bíblico sofre, perde tudo, menos a fé em Deus. O Jó de Visniec também sofre, perde tudo, menos a fé no ser humano. É um pouco a minha história. Apesar de toda a minha perplexidade, de achar que a humanidade deu errado, eu sempre acredito que ainda vai ser possível… Os otários são assim: acreditam que no fim vai dar certo. Se não deu certo, é porque não chegou ao fim. Esse otário sou eu (risos)”.

Aliás…
Para viver o Jó de Visniec, Meirelles resolveu radicalizar: raspou os cabelos e a barba. Ele próprio dirige o monólogo, assim como as outras quatro peças que serão apresentadas no Projeto Matéi, entre julho e agosto, no Teatro Vila Velha. “Sou meio indirigível”, ri. E por que desistiu tão cedo da arte de interpretar? “Porque nunca fui um bom ator. Percebi isso logo, resolvi tentar outro caminho e descobri o prazer em trabalhar com atores. Adoro essa capacidade que eles têm de sair de si e de se expor o tempo inteiro…”. E acha que se tornou um ator melhor? “Espero ter aprendido com eles e comigo, com as ferramentas que usei para  ajudá-los”, diz. “Eu me tornei um ser humano melhor. Com um olhar mais amoroso, mais compreensivo, sem deixar de ser um olhar indignado”.

Tem mais…
A partir do dia 12, serão sete apresentações de As Palavras de Jó, aos domingos, às 19h. O monólogo tem meia hora de duração. A estreia do Projeto Matéi é dia 8, com a peça Fronteiras. As outras são Agorafobias, Deserto e A História dos Ursos Pandas. Todas produzidas pelo Vila Velha com recursos próprios, como foram as últimas 14 montagens, em pouco mais de dois anos. “Invertemos esta lógica que tem tornado os artistas dependentes dos editais e patrocinadores. Nosso objetivo é que o produto seja rentável para, com o retorno financeiro, investir em outros projetos. Queremos fazer teatro sem ter de esperar pelo governo ou pelo patrocinador. Estamos buscando meios de tornar isso tudo sustentável”, diz. “Em 15 anos, o Bando de Teatro Olodum nunca teve patrocínio. Cabaré da Rrrraça foi um espetáculo que alimentou outros…”, exemplifica.

Salve, Zélia
Vai ter festa na Casa do Rio Vermelho em homenagem a Zélia Gattai (1916-2008), que  faria 99 anos na próxima quinta-feira. Na data, será apresentada, oficialmente, a empresa que passa a gerir o memorial, instalado no casarão onde Zélia e seu marido, Jorge Amado, viveram por 37 anos – a baiana Doc-Expõe. Além de parentes do casal de escritores, como João Jorge Amado Neto e a irmã, Maria João, também confirmaram presença no coquetel Érico Mendonça, secretário municipal de Turismo e Cultura; João Carlos Oliveira, diretor do  Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia (Ipac); e Demétrio Lisboa, presidente do centro espírita Mansão do Caminho.

Zélia (Foto: Arquivo/Estadão Conteúdo)

Misteriosa
Maria Casadevall e Caio Castro já foram flagrados juntos algumas vezes, em clima de romance. Inclusive em Morro de São Paulo, no Verão de 2014. Mas nenhum dos dois, até hoje, assumiu o namoro. Se depender da atriz, os fãs vão continuar na dúvida. “Entendo que a curiosidade sobre quem é do meio artístico é algo natural. Mas não falo sobre a minha vida pessoal porque não faz sentido para mim. Se não for para acrescentar algo relevante, melhor ficar calada. Estou bem e isso basta”, diz a bela, em entrevista à edição de julho da revista Estilo. Quando é para falar de ficção, Maria fica mais solta. Ela defende sua personagem, Margot, que se envolveu em um triângulo amoroso, com Benjamin (Maurício Destri) e Mari (Bruna Marquezine), em I Love Paraisópolis, trama das 19h da Globo. “Tenho um pouco dela. Acho que, se houver amor entre as duas partes, e contanto que eu não desrespeite o outro fisicamente, faço tudo o que estiver ao meu alcance para dar certo. Tudo mesmo”, afirma a paulistana, de 27 anos.

Maria evita falar da vida pessoal: ‘Se não for para acrescentar
(Foto: Yuri Sardenberg/Revista Estilo)

Vibe eletrônica

O badalado Warung Beach Club, em Itajaí, no litoral de Santa Catarina, vai fazer a festa em Salvador. DJs como o carioca Leo Janeiro e o paulista Volkoder esquentarão a pista do Barra Hall, no dia 11 de julho. Em tempo: a revista inglesa MixMag, uma das mais conceituadas da cena eletrônica, elegeu o Warung como um dos três melhores clubes do mundo, em 2005.

Correio da Bahia