Temer afirma que o Brasil é um destino seguro para negócios

20/09/2017- Nova York – EUA- Cerimônia de Encerramento do Seminário de Oportunidades de Investimento no Brasil, promovido pelo Financial Times.
Foto: Beto Barata/PR

Em discurso para investidores, ontem, em Nova York, o presidente Michel Temer disse que o Brasil passa por um momento de “transformações modernizadoras” com reformas e maior abertura ao mundo. Temer destacou que o governo tem promovido reformas em favor da produtividade da economia brasileira e que o Brasil é um destino seguro para o negócio.

O discurso no encerramento do Seminário de Oportunidades de Investimento no Brasil, promovido pelo jornal Financial Times, foi um dos últimos compromissos do presidente em Nova York antes de embarcar de volta ao Brasil. Temer destacou o pacote de concessões e privatizações lançado pelo governo e disse que as perspectivas de investimentos são animadoras, sobretudo na área de infraestrutura.

“Cuidamos de consolidar um ambiente de negócios de maior racionalidade e maior segurança jurídica”, disse. O presidente disse aos investidores que o Brasil é um destino seguro para fazer negócios, com instituições sólidas e parceiros confiáveis. E acrescentou que o país é, historicamente, um espaço de estabilidade, distante dos focos de tensão geopolítica e com uma sociedade plural e marcada pela tolerância.

“Esses são, nos dias que correm, bens escassos, que temos cultivado e que queremos valorizar sempre mais”, ressaltou. Segundo Temer, o governo continuará a levar a cabo a agenda de reformas e citou as da Previdência e a trabalhista. Ele disse que a reforma da Previdência é necessária para garantir o equilíbrio das contas públicas e o pagamento dos aposentados. Em relação à reforma trabalhista, afirmou que com a modernização, a legislação está em sintonia com a realidade do século 21.

Temer disse ainda que um dos maiores desafios do governo tem sido devolver ao Brasil o rumo da responsabilidade e do crescimento. “Quando assumimos o governo, há menos de um ano e meio, enfrentávamos a maior crise econômica de nossa história. O diagnóstico era claro: a crise tinha natureza, sobretudo, fiscal. Daí nosso empenho, desde a primeira hora, em conceber uma agenda de reformas que fosse à raiz desse problema”, disse.

Temer afirmou ainda que o Supremo Tribunal Federal (STF) é “soberano” para decidir se devolve à nova procuradora-geral da República, Raquel Dodge, a denúncia apresentada contra ele pelo ex-ocupante do cargo, Rodrigo Janot. Ele não respondeu perguntas sobre a queda de sua popularidade para 3%, mas chamou a atenção de repórteres para um pequeno grupo de manifestantes que o aguardava na saída do hotel onde o evento foi realizado.

“Venha registrar o protesto. Vem cá, venha registrar o protesto”, disse Temer, enquanto seus seguranças impediam a passagem de jornalistas e empurravam os que tentavam fazer exatamente o que o presidente havia sugerido. “Venha registrar o protesto de quatro pessoas.

” Três ou quatro pessoas gritaram “golpista”, “traidor” no momento em que Temer deixou o edifício. Um deles carregava cartaz com os dizeres: “Temer não tem legitimidade, 0% de aprovação”. Repetindo o que declarou aos investidores, o presidente disse que as reformas propostas por seu governo vão avançar. “Vamos continuar com as reformas, tranquilo. Vocês não viram? Vocês me ouviram aí, as reformas vão continuar. Eu não falo de graça.

” Temer chegou a Nova York na segunda-feira à noite e limitou seu contato com a imprensa a entrevistas relâmpago, de menos de cinco minutos, ou a declarações depois das quais não respondeu perguntas. Na noite de terça-feira, Temer apareceu diante de jornalistas brasileiros para o que seria uma entrevista coletiva O presidente se limitou a falar por um minuto sobre encontro que havia tido com empresários. Em seguida, deixou o local e ignorou a política doméstica.

Diário Comercial