Temer recebeu mais de cem aliados na véspera de votação do impeachment

Temer recebeu mais de cem aliados na véspera de votação do impeachment

michel temer recebeuO vice-presidente Michel Temer (PMDB) passou o sábado (16) recebendo aliados no Palácio do Jaburu, sua residência oficial em Brasília, conversou com aliados e integrantes da oposição. Ele e o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB), foram figuras que se destacaram no trabalho de conquistar votos dos chamados deputados “voláteis”. No mesmo dia, Temer publicou em sua conta no Twitter, de que ele acabaria com o programa Bolsa Família são uma “mentira rasteira”.

Cerca de cem pessoas estiveram no Palácio do Jaburu na véspera da votação na Câmara que vai decidir o processo de impeachment o processo contra a presidenta Dilma Rousseff. Contrariando previsão de que ficaria em São Paulo até segunda-feira (18) sem agenda pública, o vice-presidente retornou à capital federal ainda pela manhã.

Temer conversou por telefone com o deputado Paulinho da Força (SDD-SP), que tinha se encontrado com o vice-presidente na sexta-feira (15).

De acordo com o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), Temer está tranquilo e recebeamigos que pedem conselhos. Ele negou que o vice, que se licenciou da presidência nacional do PMDB no início do mês, tenha voltado a Brasília porque precisou reverter votos a favor do impeachment. “Com certeza vai chegar a mais. Começa agora a famosa debandada. Viu que perdeu, agora ninguém vai querer ficar contra o novo governo que se aproxima.”

Também presente ao Jaburu neste sábado, o presidente em exercício do PMDB, senador Romero Jucá (RR), criticou os deputados que, para beneficiar o governo, planejam não comparecer à sessão. “Essas pessoas que se esconderem e não vierem votar estarão abrindo mão da representatividade que lhes deu a população. Estarão frustrando seus eleitores. Será muito difícil aqueles parlamentares que sumirem na votação mais importante da história do país nos últimos tempos aparecerem novamente nos estados de origem.”

Para Jucá, a declaração do governo de que “virou votos” às vésperas da votação não procede. O senador disse ainda que o PMDB não ficará “batendo boca” sobre boatos acerca de programas sociais. “Todos esses votos que, em tese, já viraram aqueles que não viriam. Depois viraram movimentos independentes: ‘nem Dilma nem Cunha’. E realmente não será nem Dilma nem Cunha, será Temer. Portanto, o governo está certo.”

* Da Agência Brasil