Temporal: Prefeitura do Rio culpa maré alta por alagamentos e caos no trânsito na Zona Sul

Temporal: Prefeitura do Rio culpa maré alta por alagamentos e caos no trânsito na Zona Sul

Os problemas enfrentados pelos cariocas – o alagamento de ruas e o caos no trânsito – na manhã desta segunda-feira na região da Zona Sul da cidade ocorreram devido à coincidência do pico das chuvas na região com a maré alta, o que dificultou o escoamento da água. A avaliação foi passada pelo secretário chefe da Casa Civil, Paulo Messina, em entrevista no Centro de Operações Rio (COR). Segundo Messina, o município registrou 25 bolsões de água na manhã desta segunda.

A cidade do Rio registrou 256 quilômetros de congestionamento às 9h desta segunda-feira, de acordo com o Centro de Operações Rio (COR) — seis vezes mais que o normal para o horário. A média, calculada com o trânsito registrado nas últimas três semanas, é de 40 quilômetros, informa o COR.

– Tivemos ontem, às 23h40, registro de chuva muito forte em Tanque, Praça Seca e Santa Cruz. O COR e as equipes reagiram imediatamente. Às 3h, no máximo, estava tudo controlado, zerado, sem bolsão, sem problema na cidade. Infelizmente, às 5h de hoje, praticamente no pico da maré alta, que foi às 5h30, começou uma chuva muito forte localizada na Zona Sul. Essa combinação de chuva forte, maré alta com nível da lagoa alta fez um estrago na região da Lagoa.

Apesar de motoristas relatarem que não viram operadores de trânsito nem guardas municipais nas ruas, Messina garantiu que havia mais de mil servidores em ação:

– Temos mais de mil servidores da prefeitura na rua, em torno de 200 guardas, enquanto a conservação tem mais de 250 pessoas na rua. O problema todo foi ter atingido a gente no horário de rush, começando às 5h30 e indo até 8h30. Chegamos a ter 25 bolsões de água na cidade. Às 8h30, estava praticamente zerado. Infelizmente, as chuvas retornaram agora. Temos previsão de continuar tendo núcleo de chuva moderada a forte ao longo do dia. Estamos com as equipes todas na rua, mobilizados. Estágio de atenção permanece até que a chuva passe – afirmou o secretário de Casa Civil, Paulo Messina.

O secretário negou também que tenha ocorrido falha na manutenção de galerias pluviais:

– Não teve falha. O que acontece é que a chuva caiu concentrada na Zona Sul. Estamos falando de mais de 80 milímetros de chuva justamente no momento da maré alta. Infelizmente, a Lagoa tem essa característica. Ela estava cheia. A vazão pro mar é mais complicada. Estávamos controlando a comporta do Jardim de Alah bem, mas extravasou. Não teve jeito.

Operação Verão

Messina acrescentou que, apesar da redução de investimento em ações preventivas contra alagamentos na cidade na Fonte 100 (o caixa geral da prefeitura do Rio), o município passou a investir recursos de multas de trânsito para ações de drenagem.

– A redução (do investimento) que houve foi contábil. Houve redução na fonte 100, mas a prefeitura vem usando a fonte 109, de multa de trânsito, para drenagem. A gente vem fazendo um plano verão há algumas semanas que há décadas o Rio de Janeiro não faz. Problema não foi só na limpeza. A vazão foi muito complicada para fazer. Quando a chuva começou a melhorar, a vazão foi rápida — justificou o secretário.

O titular da Casa Civil respondeu também críticas de que agentes da prefeitura, especialmente para orientar o trânsito, não foram vistos durante o trajeto de quem tentava chegar ao trabalho no início dessa manhã. Segundo ele, as equipes estavam nas ruas. Paulo Messina acrescentou que as comportas da Lagoa Rodrigo de Freitas foram abertas:

– Não é tão simples assim de a Lagoa estar cheia, vamos abrir a comporta e jogar no mar. A Lagoa é um ecossistema. Não pode simplesmente abrir. Você tem engenheiros altamente capacitados ali. A gente pegou esse momento da chuva mais alta, mais concentrada na maré alta. Tanto é que rapidamente a cidade se recuperou. Mas as comportas foram abertas.

Extra Online