Termina hoje prazo para se inscrever no Fies para o 2º semestre

Termina hoje prazo para se inscrever no Fies para o 2º semestre

As inscrições para o Fies (Fundo de Financiamento Estudantil) do segundo semestre de 2019 terminam nesta segunda-feira (1°). Os estudantes interessados devem acessar o site do programa.

Fies oferece financiamento a estudantes em cursos superiores de instituições privadas com avaliação positiva pelo MEC (Ministério da Educação). Só pode fazer a inscrição o estudante que participou do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e não tirou zero na redação.

Os interessados podem participar de duas modalidades de acordo com a renda familiar.  A modalidade com juro zero é para os candidatos com renda mensal familiar per capita de até três salários-mínimos. O aluno começará a pagar as prestações respeitando o seu limite de renda.

A modalidade chamada de P-Fies é para candidatos com renda familiar per capita entre 3 e 5 salários-mínimos. Nesse caso, o financiamento é feito por condições definidas pelo agente financeiro operador de crédito que pode ser um banco privado ou Fundos Constitucionais e de Desenvolvimento.

O resultado da pré-seleção referente ao processo seletivo do segundo semestre de 2019 para as modalidades Fies e P-Fies será divulgado no dia 9 de julho.

  • O ENEM está chegando!!! Uma mistura de ansiedade, nervosismo e muito esforço nesse semestre final. Ahh, e é claro que o QG não iria te abandonar na proximidade dos momentos mais fundamentais desse ano. Vestibulares de uma maneira geral chegando e olha as novidades que preparamos.Novidades Blog QG!!!

    O Blog do QG é o nosso xodozinho! Adoramos estar sempre com vocês, desde as vídeo aulas até as matérias mais descontraídas daqui. Nós sabemos como é tenso o cotidiano de pré-vestibular e como, às vezes, a última coisa que o vestibulando quer é ler sobre mais conteúdo no final do dia. Por isso, buscamos sempre desenvolver algo bem útil para a sua preparação e ao mesmo tempo beeem light. Afinal, quem não gosta de aprender sobre Nazismo lendo sobre Harry Potter?

    Com isso, decidimos expandir todos os nossos trabalhos quanto à produção de conteúdo aqui no blog:

    Teremos matérias diáriasssssss englobando todas as áreas do conhecimento!Humanas, exatas, naturezas e linguagens irão se revezar nos dias da semana apresentando temas diversos para você aprender e se distrair um pouco também, né?

    Além disso, no final de cada semana, teremos um post sobre as novidades que estão se passando nos mais diversos vestibulares do país:

    Notícias sobre vestibulares!De segunda a sexta, você não vai querer não dar aquela olhadinha no Blog antes de dormir. “Ah, mas se eu não conseguir acompanhar nos dias da semana?” Como não somos de ferro, aos finais de semana, daremos uma pausa na produção. Perdeu conteúdo? Atualize-se no domingão!

    “Ah, mas é cansativo” Ahhh, que nada! Nossas matérias são criadas exatamente para descontrair um pouco. Já disse que elas são curtinhas? Nada de um livro para você ler por dia… Na pausa para o almoço, dá para você ler, comer e ainda sobra tempo para reclamar da vida de vestibulando.

    Agora é serio! Não perca as nossas novidades! O que está por vir por ai vai te surpreender muito de uma maneira positiva!

    Gostou das novidades? Continue acompanhando nossas dicas e conheça nossos cursos clicando aqui!

    O post Novidades Blog QG apareceu primeiro em QG do Enem – Cursos Online S.A..

  • Haverá 10 dias de evento
    Haverá 10 dias de eventoPxhere

    Começou neste domingo (30) na internet a venda de ingressos para a 19ª Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro, que será realizada no Riocentro, na Barra da Tijuca, zona oeste da capital fluminense, de 30 de agosto a 8 de setembro. Os ingressos custam R$ 30 a inteira e R$ 15 a meia e estão disponíveis no site da Bienal

    A organização do evento lembra que com o ingresso na mão, o visitante pode ir à Bienal em qualquer dos dez dias do evento, mas que o ingresso é válido somente para um dia.

    A meia-entrada é válida para estudantes, idosos, portadores de necessidades especiais e acompanhantes, jovens de 15 a 29 anos pertencentes a famílias de baixa renda, menores de 21 anos e professores e profissionais da rede pública de ensino do Rio de Janeiro.

    Gratuidade

    Nos guichês específicos do Riocentro, haverá ainda gratuidade para crianças com até um metro de altura; escritores, desde que apresentem um livro de sua própria autoria; professores de escolas ou universidades das redes públicas e particulares; profissionais do livro; bibliotecários; guias turísticos.

    É exigido documento de identificação com foto e documentos específicos para cada caso. Os organizadores informam também que autores, bibliotecários e professores têm direito à gratuidade nos 10 dias de evento mediante cadastro prévio no site.

    O maior encontro literário do Brasil oferecerá ao público nesta edição contato com escritores convidados, nacionais e internacionais, que participarão da programação dos vários espaços culturais. O país homenageado na 19ª Bienal do Rio será o Japão.

    Visitação escolar

    Para a visitação escolar, as inscrições das escolas públicas e particulares começam nesta segunda-feira (1º) no site da Bienal. Programa social do evento, a visitação escolar tem por objetivo aproximar os estudantes do mundo dos livros, visando à criação do hábito da leitura e conscientizando sobre a importância do livro na vida das pessoas. A visitação é destinada exclusivamente a alunos na faixa etária de 6 a 14 anos e seus acompanhantes, durante seis dias da feira.

    A Bienal recomenda às escolas que destaquem quatro professores ou responsáveis para cada grupo de 40 alunos. Maiores informações podem ser obtidas no e-mail coordenacaoescolar.bienal@glbr.com.br.

  • Fiocruz Imagens/BBC NEWS BRASIL

    Nos seis primeiros meses de governo de Jair Bolsonaro, poucos ministérios despertaram tanta polêmica e debate quanto o da Educação.

    Citada pelo presidente como área que seria prioritária em sua gestão, a educação manteve-se sob os holofotes do país inteiro nos primeiros seis meses do governo: foi alvo de um corte bilionário de gastos públicos, o que motivou alguns dos maiores protestos populares de rua registrados neste primeiro semestre.

    A redução no orçamento para a área não agradou. Pesquisa de opinião divulgada esta semana pela CNI/Ibope, na quinta-feira (27/6), aponta que o índice de desaprovação popular com as políticas educacionais de Bolsonaro subiu de 44% para 54% entre abril e junho, puxando para baixo a aprovação do governo como um todo. A educação, que antes era a segunda área mais bem avaliada da gestão, caiu para a quinta.

    A seguir, a BBC News Brasil aponta seis números que relembram a trajetória do Ministério da Educação (MEC) nos primeiros seis meses de governo Bolsonaro:

    2 ministros (e muitas trocas em cargos técnicos)

    Abraham Weintraub é o segundo ministro a comandar o MEC desde o início do governo.

    Antes dele, o titular da pasta era Ricardo Vélez Rodríguez, demitido em 8 de abril em meio disputas entre diferentes alas dentro do ministério – críticos diziam que o MEC estava dividido entre ideológicos ligados a Olavo de Carvalho, militares e técnicos – e depois de diversas medidas polêmicas do ministro.

    As principais delas: Vélez havia pedido que escolas filmassem os alunos cantando o hino nacional, mas voltou atrás quando veio à tona que ele não tinha autorização parental para ISSO; ele também defendeu, em entrevista ao jornal Valor Econômico, revisar os livros didáticos para mudar a forma como eles retratam o golpe de 1964 e a ditadura militar.

    Abraham Weintraub em audiência na Câmara, em maio; ministro é o segundo titular do MEC sob Bolsonaro
    Abraham Weintraub em audiência na Câmara, em maio; ministro é o segundo titular do MEC sob BolsonaroAg Câmara/BBC NEWS BRASIL

    As trocas de cargos no MEC não ficaram restritas ao primeiro escalão: o Inep, instituto responsável pelo Enem e por diversas outras avaliações do ensino brasileiro, está em seu quarto presidente desde a posse do novo governo. A secretaria-executiva do ministério teve cinco nomes publicamente indicados ao posto.

    Para muitos analistas de educação, isso favorece a paralisação de importantes programas do MEC, com potenciais prejuízos à já problemática educação brasileira.

    R$ 5,8 bilhões contingenciados

    A partir do final de abril, a atenção do país se voltou ao orçamento do MEC, a partir da declaração de Weintraub de que seriam cortadas as verbas de universidades federais que não tivessem desempenho satisfatório e promovessem “balbúrdia” nos campi.

    Mais tarde, o corte foi estendido a todas universidades federais, inicialmente anunciado como 30% da verba total e, depois, 30% do orçamento discricionário (ou seja, de gastos não obrigatórios), o equivalente a mais de R$ 1,5 bilhão.

    Mas o contingenciamento se estendeu também a outros institutos federais de educação, à concessão de bolsas (veja mais abaixo) e até a programas ligados à educação básica, área considerada prioritária pelo próprio governo.

    No total, segundo o MEC, estão contingenciados atualmente R$ 5,8 bilhões do orçamento de áreas diversas da pasta.

    Protesto diante da UFPR, em Curitiba; orçamento das universidades federais entrou em debate após anúncio de cortes
    Protesto diante da UFPR, em Curitiba; orçamento das universidades federais entrou em debate após anúncio de cortesReuters/BBC NEWS BRASIL

    Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do governo federal, obtidos pela BBC News Brasil com a ONG Contas Abertas, apontam que o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por exemplo, teve congelado quase R$ 1 bilhão, ou 21% de seu orçamento para 2019. O FNDE financia livros didáticos, transporte escolar e auxílio à formação de professores na educação básica, entre outras coisas.

    Em vídeo que se tornou célebre, em 9 de maio, Weintraub e Bolsonaro usaram chocolates para explicar o bloqueio de recursos nas universidades. “A gente não está falando para a pessoa que a gente vai cortar. Deixa para comer (o chocolate) depois de setembro (após a reforma da Previdência)”, declarou o ministro.

    3.474 bolsas cortadas

    Na esteira do contingenciamento de gastos, a Capes (fundação vinculada ao MEC que concede bolsas de pós-graduação) anunciou em maio cortes em seu orçamento, o que gerou novas críticas da comunidade acadêmica, ante o grande impacto potencial da medida sobre a produção acadêmica do país.

    Segundo a Capes, porém, todas as bolsas já concedidas serão mantidas, no Brasil e no exterior. A entidade afirma ter feito um “bloqueio preventivo” de 3.474 bolsas que ainda não haviam sido concedidas para estudantes.

    2 protestos populares pela educação (e polêmicas nas redes sociais)

    Os cortes de gastos serviram de gatilho para mobilizações populares pela educação, que levaram milhares de pessoas às ruas do país em duas ocasiões: 15 de maio e 30 de maio.

    Nas duas ocasiões, as reações do governo foram polêmicas.

    Em 15 de maio, Bolsonaro chamou os manifestantes de “idiotas úteis” e afirmou que a maioria deles eram militantes.

    Protesto em SP em 30 de maio foi reação a contingenciamento de gastos na educação
    Protesto em SP em 30 de maio foi reação a contingenciamento de gastos na educaçãoAFP/BBC NEWS BRASIL

    “Não sabem a fórmula da água. São uns idiotas úteis, uns imbecis, sendo usados como massa de manobra de uma minoria espertalhona que compõe o núcleo de muitas universidades federais no Brasil”, declarou o presidente.

    Em entrevista posterior, ele afirmou que exagerou ao chamá-los de “idiotas”: “O certo é (que são) inocentes úteis. São garotos inocentes, nem sabiam o que estavam fazendo lá”.

    Na segunda manifestação, a polêmica veio de um comunicado do MEC, de 30 de maio, afirmando que “professores, servidores, funcionários, alunos, pais e responsáveis não são autorizados a divulgar e estimular protestos durante o horário e no ambiente escolar”.

    Em resposta, o Ministério Público Federal pediu uma retratação pública do MEC e recomendou que o ministério “se abstenha de cercear a liberdade dos professores, servidores, estudantes, pais e responsáveis pela prática de manifestação livre de ideias e divulgação de pensamento”.

    O MEC afirmou que sua nota inicial “respeita fielmente a Constituição e tem o propósito de alertar para o eventual uso indevido de instituições públicas fora de suas finalidades legais para atender interesse ou ideologia pessoal”.

    Além desses dois protestos, a greve geral realizada em 14 de junho também teve como uma de suas bandeiras a crítica aos cortes na educação.

    Por fim, as manifestações do ministro Weintraub nas redes sociais também chamam a atenção. Numa das mais famosas, ele apareceu com um guarda-chuva para dizer que “choviam fake news” sobre as verbas do MEC para a reconstrução do Museu Nacional.

    Reprodução/Twitter/BBC NEWS BRASIL

    Algumas postagens mais recentes, porém, foram mais polêmicas. Ao comentar o caso do oficial da FAB (Força Aérea Brasileira) detido na Espanha pelo transporte de 39 kg de cocaína, ele escreveu: “No passado o avião presidencial já transportou drogas em maior quantidade. Alguém sabe o peso do Lula ou da Dilma?”, ao que o PT respondeu que pretende processar o ministro.

    Sobre o mesmo tema, Weintraub escreveu: “Tranquilizo os ‘guerreiros’ do PT e de seus acepipes: o responsável pelos 39 kg de cocaína NADA tem a ver com o Governo Bolsonaro. Ele irá para a cadeia e ninguém de nosso lado defenderá o criminoso. Vocês continuam com a exclusividade de serem amigos de traficantes como as FARC.” O curioso, nesse caso, é o uso da palavra “acepipes”, que quer dizer “petiscos”. A suposição é que Weintraub quisesse dizer “adeptos” ou “asseclas”.

    4 temas quentes

    A falência, no início de abril, da gráfica que imprimiria as provas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) e o troca-troca no comando do Inep (órgão responsável pelo exame) suscitaram dúvidas quanto a se será possível cumprir o calendário da prova, para a qual há mais de 5 milhões de estudantes inscritos.

    Como o Enem requer um forte esquema de segurança e logística, sua impressão tem de ocorrer com meses de antecedência.

    Em 21 de maio, o MEC anunciou contrato com a gráfica Valid para imprimir a prova e afirmou que o calendário dos exames está mantido. “Como anunciado, o Enem 2019 será aplicado nos dias 3 e 10 de novembro”, declarou Weintraub. “Os participantes podem ficar tranquilos porque todas as datas serão cumpridas. A prova está sendo preparada e a gráfica, de segurança máxima, está garantida.”

    No Twitter, Weintraub falou que “é mentira que o Enem esteja sob risco”. “O Enem está garantido. Continue estudando”, afirmou.

    Fundeb precisará ser votado no Plenário da Câmara, em dois turnos
    Fundeb precisará ser votado no Plenário da Câmara, em dois turnosLuis Macedo/Câmara dos Deputados/BBC NEWS BRASIL

    A realização do Enem é um entre ao menos quatro temas urgentes a serem enfrentados pelos dirigentes da educação brasileira neste ano de 2019.

    Outro é o Fundeb (Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação), que é a fonte da maioria dos recursos que financiam a educação básica pública do país.

    O fundo tem cerca de R$ 150 bilhões por ano, vindos de impostos como o ICMS (Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços) e de transferências federais obrigatórias pela Constituição. O problema é que, por lei, o Fundeb expira no ano que vem, deixando uma grande incógnita sobre qual será o mecanismo de financiamento da educação a partir de 2020.

    Há movimentações no Congresso para tentar aprovar uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) que torne o Fundeb permanente, mas o tempo é curto: PECs exigem votação em dois turnos no Plenário da Câmara dos Deputados, com os votos de ao menos 3/5 dos deputados.

    Do lado do governo, o ministro Weintraub já se mostrou favorável a aumentar o aporte da União ao Fundeb (hoje, 10% dos recursos do fundo vêm do governo federal), atendendo uma reivindicação de agentes da educação pública. “Sou a favor de aumentar os recursos, mas também de cobrar algumas metas”, declarou o ministro em 22 de maio.

    Por fim, outras duas sigla em debate atualmente na educação são estas: BNCC e PNE.

    A primeira se refere à Base Nacional Comum Curricular, documento que definiu as aprendizagens consideradas essenciais para a educação infantil e o ensino fundamental de todas as escolas públicas e privadas do país. O documento foi homologado pelo MEC (ainda sob o governo de Michel Temer) em dezembro de 2017 e agora precisa ser colocado em prática. O desafio é ainda maior na etapa do ensino médio, que conta com uma Base Curricular específica (aprovada só em 2018), a qual caminha a passos lentos, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

    E a segunda sigla – PNE – se refere ao Plano Nacional de Educação, lei aprovada pelo Congresso em 2014 com 20 metas para a educação do país a serem cumpridas em uma década, até 2024. Chegamos neste ano à metade desse percurso sem que a grande maioria das metas tenha sido cumprida – e a avaliação de especialistas é que praticamente já não há tempo hábil para cumprir muitas delas.

    1 nova secretaria-chave

    Uma das primeiras medidas do governo Boslonaro no MEC foi a criação de uma secretaria de alfabetização, em meio a um rearranjo no ministério que levou à extinção de outra secretaria, voltada à promoção da inclusão social na educação.

    A nova secretaria de alfabetização está sob o comando de Carlos Nadalim, que foi aluno de Olavo de Carvalho e é crítico de Paulo Freire. A subpasta entrou em uma polêmica em torno de método de alfabetização, diante da sinalização de que o método fônico seria privilegiado em detrimento de outros – o que gerou crítica de especialistas.

    O fato é que o problema da alfabetização ainda é crucial no país: cerca de um terço das crianças brasileiras não saem plenamente alfabetizadas do terceiro ano do ensino fundamental.

    E, segundo o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), o Brasil ainda tem 11,3 milhões de pessoas de 15 anos ou mais que são analfabetas – o equivalente a 6,8% da população.

    Professores da rede pública fazem curso de capacitação nos EUA
    No total, 486 professores de todas das regiões do Brasil vão participar
    No total, 486 professores de todas das regiões do Brasil vão participarPixabay

    Geidla Silva Manuel tem 31 anos e é professora de inglês da rede pública da cidade de Mariana, Minas Gerais. Sara Gleice Gomes de Almeida, 33 anos, tem a mesma profissão e leciona em Belém, no Pará. Mais de 2,6 mil quilômetros as separam no Brasil, mas na próxima semana as duas vão se encontrar para uma capacitação nos Estados Unidos.

    As professoras foram selecionadas no último edital do Programa de Desenvolvimento Profissional para Professores de Língua Inglesa nos Estados Unidos (PDPI) oferecido pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior, a Capes.

    No total, 486 professores de todas das regiões do Brasil vão participar do programa oferecido em parceria com a Embaixada dos Estados Unidos e a Comissão Fulbright.

    Essa é a segunda vez que Geidla se inscreve para a bolsa. Em 2017, não foi selecionada. Neste ano, antes de saber que iria para Austin, no Texas, teve que olhar duas vezes para achar seu nome na relação de aprovados. “teve um problema no sistema e colocaram a lista do ano passado. Aí quando colocaram a certa quase morri de felicidade. Já estou louca para chegar lá, o coração está na boca”, conta.

    Sensação semelhante viveu Sara Gleice. A paraense ficou nove meses nos Estados Unidos em 2014 e voltou para o Brasil para dar aulas de inglês. Ela e outro colega da Escola Municipal Padre Leandro Pinheiro vão participar da capacitação. “Estou muito grata, muito feliz pela oportunidade que os professores de escola pública vão ter. É um presente de ouro e vou usufruir dessa chance para levar o melhor para os meus alunos.”

    Qualificação
    A coordenadora-geral de Formação de Docentes da Educação Básica da Capes, Izabel Pessoa, diz que o programa já teve mais de dez edições e segue com o objetivo de compartilhar experiências e qualificar os professores brasileiros. “Os professores vão fazer o treinamento da língua inglesa e o compartilhamento de metodologias de ensino para capacitar esse profissional brasileiro”, conta.

    O programa oferece aos aprovados passagem aérea, ajuda de custo, reembolso da taxa de solicitação de visto, seguro saúde, deslocamento nos EUA, alimentação, material didático, taxas escolares, alojamento em instalações do campus universitário no qual o curso será realizado e passagem aérea nacional e hospedagem para participação na orientação.

    O professor Paulo Barbosa, do município de Lontra (MG), disse que sem esse apoio financeiro seria praticamente impossível fazer um curso em outro país. “Creio que 100% das nossas aulas vão ter uma melhora com esse programa.”

    O embarque dos professores começou na sexta-feira e vai até este domingo (30). As aulas nos Estados Unidos começam já na segunda (1°) e vão até 9 de agosto, data em que os selecionados começam a voltar para o Brasil.

    R7