Treinador de Aldo critica privilégios de McGregor e pede direitos iguais no UFC

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André Pederneiras, treinador de José Aldo, parece ainda não ter digerido a diferença do tratamento dado pelo UFC entre Conor McGregor e seu pupilo. De acordo com o líder da academia Nova União, a possibilidade dada ao irlandês para subir de categoria e manter o cinturão do peso de baixo foi negada a dois campeões anteriormente, o que torna a situação inaceitável.

Quando Aldo ainda era campeão dos penas, um duelo contra o peso-leve Anthony Pettis quase foi marcado. No entanto, nenhum deles foi liberado a mudar de divisão e manter o titulo de outro peso, fato que levou Dedé criticar a diferença de tratamento em entrevista dada ao ste ‘Portal do Vale tudo’.

“Estamos na expectativa de ver o que vai acontecer daqui em diante, já que aparentemente o Conor vai manter o cinturão dos penas e poder disputar o dos leves. Isso nunca aconteceu, a gente vem pedindo isso várias vezes. E, agora, aparentemente foi concedido pela primeira vez para o Conor. Ainda não tem nada determinado, mas pelo andar da carruagem parece que realmente será isso”, narrou contrariado antes de relembrar o dia em que levou um puxão de orelha de Dana White.

“Se o cara subiu, ele abandona o de baixo. A gente teve um problema com o Anthony Pettis, que até foi criado por mim. A gente queria subir e o UFC estava sempre negando isso. O Pettis teve a situação dele de querer descer e a gente negou de cara. […] Mas depois a gente aceitou e a luta foi marcada. Ele machucou e teve que sair da luta. Quando ele foi campeão dos leves, eu botei no Twitter: ‘E aí, Pettis, você vai entregar o seu cinturão para lutar com o Aldo?’. Ele disse que não e o Dana chegou cortando, dizendo que não deveria me meter nisso e que não era opção minha. Concordo, mas quero direito iguais”, afirmou.

Enquanto Conor encara Rafael dos Anjos pelo título dos leves no próximo dia 5 de março, em Las Vegas (EUA), Aldo segue sem previsão de retorno ao cage. Mas, de acordo com seu treinador, a única possibilidade plausível seria disputar o cinturão mais uma vez.

“Eu só quero direitos iguais, como eu quero agora. Eu posso até não ter, mas se o Aldo não tem, eu não vejo ninguém com algum mérito a mais do que ele para ter uma revanche imediata. Quando você faz um esporte, existem regras. A mesma regra que vale para João, vale para Joaquim”, finalizou.

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