Trump pede US$ 7,85 bi para reconstruir áreas devastadas por Harvey

O presidente americano Donald Trump pediu na sexta-feira (1) ao Congresso o desbloqueio de uma ajuda de emergência de US$ 7,85 bilhões para recuperar as áreas devastadas pelo furacão Harvey no sul dos Estados Unidos. Trump visita neste sábado (2), pela segunda vez, a região atingida. Harvey, que deixou 42 mortos, perdeu força e começa se dissipar. Milhares de pessoas estão enfim podendo voltar para suas casas que tinham sido inundadas.

O presidente americano é esperado neste sábado em Houston, no Texas, e em Lake Charles, na Louisiana. Ele deve se encontrar com os desabrigados. Na terça-feira (28), Trump já havia visitado a região, mas se reuniu apenas com responsáveis locais e equipes de resgate, sem visitar os moradores ou as áreas devastadas, e foi muito criticado.

Harvey, que atingiu o Texas há uma semana e ficou estacionado vários dias na região de Houston, a quarta maior cidade americana. Ele provocou inundações e mortes, obrigando mais de um milhão de pessoas a abandonar suas casas. A ajuda emergencial pedida pelo presidente é apenas uma pequena parte do prejuízo total, calculado em até US$ 140 bilhões pelas seguradoras.

A Casa Branca e o Congresso americano esperam poder chegar a um acordo para liberar rapidamente a verba suplementar para ajudar as vítimas do furacão. O pedido de emergência acontece às vésperas do importante debate sobre o orçamento dos Estados Unidos para 2018. Após cinco semanas de férias, os deputados americanos voltam ao trabalho na próxima terça-feira (5) e terão mais dois problemas urgentes para resolver: aprovar o orçamento antes do final de setembro para evitar o fechamento dos serviços públicos e aumentar o teto da dívida para prevenir um calote.

Incêndio em indústria química

 Um incêndio, o segundo em dois dias, começou nesta sexta-feira (1) na fábrica de produtos químicos da empresa francesa Arkema no norte de Houston, no Texas. Novos incêndios eram esperados, pois a inundação do local paralisou o sistema de refrigeração de compostos químicos que precisam ser mantidos a baixa temperatura.

“É a reação que temíamos que ocorresse. As medidas já foram adotadas e a área evacuada. Não há pessoas na zona”, informou um responsável da empresa. A unidade fabrica peróxidos orgânicos, um composto extremamente inflamável e cuja fumaça é tóxica. Imagens aéreas divulgadas pelos canais de TV americanos mostram chamas e muita fumaça saindo do prédio, que já tinha sindo atingido na quinta-feira (31) por duas explosõese um primeiro incêndio.

RFI