Tucana diz que existiu ‘corporativismo’ no caso de Aécio e desconversa sobre posição da bancada paraibana

“Logicamente existiu corporativismo”, analisou a deputada Eliza Virgínia (PSDB) sobre a decisão do Senado Federal em derrubar decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) e conceder retorno de Aécio Neves (PSDB) a seu mandato. Para a correligionária do senador mineiro, ele não deveria seguir na presidência nacional da sigla tucana.

Eliza comentou sobre a condição de boa parte dos senadores que votaram no caso – que estão sob investigação – e sobre isso influenciar os votos. “Hoje sabemos que muitas daquelas pessoas estão sendo julgadas, muitas pessoas tem provas [contra elas]. Então logicamente que existiu corporativismo, não podemos ser hipócritas”, afirmou. Porém, para a deputada paraibana, também há o contraditório acerca da decisão do STF. “Ao mesmo tempo, há uma decisão do STF que é duvidosa: se poderia ou não poderia ter feito Aécio ser punido mesmo antes de ser julgado totalmente”, acrescentou.

Entretanto, independente das circunstâncias da decisão do STF, para Eliza Virgínia o senador deveria se afastar do seu mandato. “Se fosse eu, teria visto toda essa materialidade que a polícia e justiça detém, e eu mesmo me afastaria. Iria providenciar minha defesa longe do mandato. Preservando o ambiente, até os colegas – que ficaram em saia justa, e também os seus direitos políticos futuramente. Me afastaria e faria minha defesa. Porque daria um tom melhor, até para a pessoa dele. E pouparia aquela Casa de fazer o que fez ontem”, declarou.

Ao ser questionada sobre a “saia justa” também se aplicaria aos senadores Cássio Cunha Lima (PSDB), José Maranhão (PMDB) e Raimundo Lira (PDMB), Eliza desconversou e respondeu timidamente. “A Casa ficou [numa saia justa]”, alegou.

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