Tufão Haiyan nas Filipinas é considerado um dos mais fortes do mundo

Debris float on a flooded road as strong winds and rain continue to batter buildings after Typhoon Haiyan hit Tacloban city, Leyte provinceManila – Três pessoas morreram e outras sete ficaram feridas nesta sexta-feira (8/11) na passagem do tufão Haiyan pelas Filipinas, anunciou o governo. Haiyan tocou terra na cidade costeira de Guiuan às 04h40, hora local (18h40 de quinta-feira, horário de Brasília), com ventos de até 315 k/h. A força do vento converte o Haiyan em um dos ciclones mais fortes registrados no mundo e no mais potente a tocar terra “da História”, segundo Jeff Masters, diretor de meteorologia do Weather Underground, baseado nos Estados Unidos.

Duas pessoas foram eletrocutadas por linhas destruídas pelo ciclone. O terceiro morto foi vítima de um raio, segundo Reynaldo Balido, porta-voz da agência de gestão de catástrofes naturais. O tufão Haiyan, anunciado como o ciclone mais violento do ano, começou a atingir as Filipinas na manhã desta sexta-feira, provocando inundações e destruindo edifícios em regiões do centro do arquipélago.

Haiyan se encontra sobre a ilha de Samar, 600 km a sudeste de Manila, depois de chegar em terra na cidade costeira de Guiuan, um porto pesqueiro com 40 mil pessoas e que pode ter sofrido danos catastróficos, segundo o meteorologista americano Jeff Masters, no site www.wunderground.com. As forças dos ventos converte Haiyan, de categoria 5, a mais alta, num dos ciclones mais violentos do mundo e no mais potente a tocar em terra em toda a história, segundo Masters. O canal de tv ABS CBN emitia imagens de ruas inundadas, telhados voando e prédios destruídos em Tacloban, cidade com 200.000 habitantes no litoral.

 

As autoridades tentam obter informações sobre as consequências do tufão, mas várias localidades estão isoladas. O presidente filipino, Benigno Aquino, advertiu na quinta-feira à população para que se preparasse para a chegada da tempestade. “A nossos dirigentes locais: seus habitantes enfrentam um grave perigo. Façamos tudo o que podemos enquanto o Haiyan ainda não atingiu o país”, declarou Aquino em um discurso transmitido pela tv. Mais de 125.000 pessoas das zonas mais vulneráveis foram evacuadas antes da chegada do tufão, segundo a Defesa Civil. Milhões permanecem trancados em suas casas.

As escolas foram fechadas, o serviço de ferry suspenso e os pescadores receberam ordem de assegurar suas embarcações.

 

O tufão não passará por Manila, mas a capital das Filipinas poderá sentir seus efeitos.

A Philippine Airlines, a Cebu Pacific e outras companhias aérea anunciaram a suspensão de centenas de voos, em sua maioria domésticos, mas também de alguns internacionais. Cerca de 16 milhões de pessoas, entre elas 12 milhões nas Filipinas, se encontram na trajetória do tufão. O ciclone atravessará o Laos e o Vietnã no domingo. “É um tufão muito perigoso. As zonas mais vulneráveis são evacuadas”, declarou à AFP Glaiza Escullar, da Agência Nacional de Meteorologia. Todos os anos, as Filipinas sofrem com cerca de 20 grandes tempestades ou tufões, geralmente entre junho e outubro.