Turistas são detidos agindo como cambistas no entorno do Maracanã - :: Paraiba Urgente :: Portal de Notícias

Turistas são detidos agindo como cambistas no entorno do Maracanã

turista presos como cambistasDois cambistas colombianos são presos vendendo ingressos para dois americanos em frente à estação do metrô Maracanã – Márcia Foletto / Agência O Globo
RIO – Mesmo com o reforço no policiamento no entorno do Maracanã, onde acontece a partir entre Bélgica e Rússia, pelo menos 46 crimes já foram registrados na delegacia móvel da Polícia Civil, montada dentro estádio. Quase todos os crimes registrados teriam acontecido na estação de metrô do Maracanã, e pelo menos 26 deles são de venda irregular de ingressos.

Entre os detidos agindo como cambistas a maior parte é de estrangeiros, entre eles chilenos, mexicanos e alguns suecos, apesar de a Suécia não participar do Mundial. Muitos pegos em flagrante alegam que os ingressos estão em nome de amigos que iriam encontrá-los na região para receber os bilhetes. Entretanto, na hora de apontar os nomes corretos que estariam nos bilhetes, os agentes da delegacia constatam que os nomes são diferentes dos informados.

PRESOS COM CREDENCIAIS FALSAS

Na sexta-feira, quatro turistas chilenos, um paraguaio e um colombiano foram presos e levados para a Cadeia Pública José Frederico Marques, no Complexo Penitenciário de Gericinó, em Bangu. Todos eles foram flagrados com credenciais falsas durante o jogo entre Espanha e Chile, na quarta-feira, no Maracanã. Segundo a Polícia Civil, o “delegado de plantão mandou o caso para a Justiça, que converteu a prisão em preventiva”. No Rio, esse é o primeiro caso, desde o início da Copa do Mundo, em que estrangeiros que vieram ao Brasil acompanhar os jogos de suas seleções são mantidos acautelados em uma penitenciária.

O colombiano Juan Carlos Arce Carceres e o paraguaio Luis Javier Costa e os chilenos Victor Ramon Reys Pozo, Victor Alfonso Fronteras Castillo, Jorge Alfonso Rodriguez e Fabian Alejandro Pino vão responder por falsificação e uso de documento público e, ao fim do processo, podem pegar pena de até cinco anos de reclusão. Todos os seis foram detidos por seguranças enquanto circulavam já na parte interna do estádio.

No caso do colombiano, segundo consta no registro de ocorrência feito na 18ª DP (Praça da Bandeira), antes do jogo, ele circulava próximo à entrada do portão com uma credencial sem foto que tinha somente a inscrição “Seleção argentina”. Um segurança do estádio estranhou e encaminhou o estrangeiro a PMs. Os chilenos Victor Ramon e Fabian foram flagrados na área VIP por outros torcedores, que estranharam a diferença entre as credenciais. A dupla foi encaminhada aos seguranças. Jorge, Luis Javier e Victor Alfonso foram surpreendidos quando estavam sentados na arquibancada esperando o início da partida.

PARTE DE CHILENOS DETIDOS JÁ DEIXARAM PAÍS

Pelo menos 56 dos 85 Chilenos detidos após invadirem a sala de imprensa do Maracanã, na última quarta-feira, já deixaram o Brasil. Após o episódio, eles ganharam um prazo de 72 horas para deixaram o país e não poderão retornar até o fim da Copa do Mundo.

Segundo informações da Polícia Federal, além dos chilenos, um boliviano que estava envolvido no episódio também deixou o país. Como o prazo para eles deixarem o Brasil terminou no fim da noite de sábado, quem permanecer poderá ser deportado.

A deportação não impedirá que os torcedores retornem ao Brasil no futuro. No entanto, explicou a Polícia Federal, esse regresso será dificultado, com a possibilidade ainda de uma posterior inadmissão em território nacional, por terem infringido as normas brasileiras.

Assim, ao tentar retornar, em vez de passar pelos procedimentos básicos para a entrada no país, poderá ser analisado, por exemplo, o motivo do ingresso.

Além dessas consequências, o presidente da Federação Chilena de Futebol, Sergio Jadue, afirmou que que os torcedores que invadiram o Maracanã serão afastados dos estádios nos campeonatos do Chile e nas partidas da seleção do país.

O Globo.com