TV Correio HD mostra série especial que acompanha recuperação de dependente químico

Dependente químicoA TV Correio HD exibe a nova série de reportagem ’Diário de um homem novo’, contando a história de um rapaz de 25 anos que luta contra a dependência química em uma clínica de reabilitação em Alhandra, município da Grande João Pessoa. A produção vai ao ar nas segundas e sextas, às 18h30, no programa Cidade Alerta.

Idealizado pela diretora de jornalismo da TV Correio HD Carla Visani, a nova série acompanha o dia a dia de desafios de um jovem que luta para se livrar do vício.

O personagem começou a usar cola e thinner aos 14 anos. Aos 16, experimentou o crack, que o obrigou a furtar em casa e cometer assaltos para manter o vício, já tendo sido preso por isso.

Considerado como um assunto de caráter emergencial para a população, Carla explicou que é dever da imprensa falar de forma mais profunda sobre um problema que já é tido como crise de saúde pública, cujos efeitos resultam no aumento da violência e na destruição de lares e famílias. “Já foram feitas muitas campanhas sobre o tema, mas nunca foi feito um acompanhamento real durante essa luta de desintoxicação.”, contou.

Carla ressaltou a utilidade pública que esse tipo de reportagem pode transmitir. Segundo ela, “a série permite um maior entendimento e esclarecimento para a população sobre o problema e pode ajudar famílias que enfrentam a mesma situação, além de alertar outras que, felizmente, não sofrem com casos de dependentes químicos.”

Kátia Dumont, a jornalista responsável pela produção das matérias, e Walter Júnior, cinegrafista, vêm acompanhando o jovem desde a decisão dele de se submeter a um tratamento, até a rotina na casa de recuperação na Fazenda Esperança Padre Ibiapina, onde está há três meses passando por um processo de recuperação total que pode durar no máximo um ano.

Ao Portal Correio, Kátia disse que essa rotina de trabalhos ajuda na recuperação, pois livra os internos do ócio e os mantém pró-ativos em diversas atividades. Para ela, o maior desafio de fazer a produção tem sido sentir a percepção do rapaz, se colocar no lugar dele e olhar a realidade com outros olhos. “Não ficamos somente na condição de observadores; estamos a partir de agora do outro lado e é impossível não se envolver com a situação. Estou torcendo junto com as outras pessoas pelo sucesso dele.”, declarou.

De acordo com Kátia, uma das principais propostas é conseguir sensibilizar a população e chamar a atenção dos poderes públicos para disponibilizarem setores de tratamento com mais eficiência para essas pessoas.

A fazenda

A Fazenda Esperança Padre Ibiapina vive de doações de alimentos, material de higiene pessoal, roupas, calçados entre outras coisas.

No local, as pessoas que passam pelo tratamento plantam e cuidam de animais, o que garante parte da refeição das unidades feminina e masculina.

Os grupos que lutam pela desintoxicação ainda vendem artesanato, cocadas e biscoitos.