Uruguai tem três gols anulados no tempo normal, Peru leva a melhor nos pênaltis e avança

Uruguai tem três gols anulados no tempo normal, Peru leva a melhor nos pênaltis e avança

O duelo entre Uruguai e Peru, na Arena Fonte Nova, pelas quartas de final da Copa América, traz à tona um velho questionamento: existe justiça no futebol? Neste sábado (29), a seleção uruguaia tentou fazer valer seu favoritismo diante do time albirrojo e, após três gols anulados no tempo regulamentar, o time de Oscar Tabárez ficou no 0 a 0 com os peruanos, decidindo a vaga nos pênaltis. Nas cobranças, Luís Suárez foi o único a desperdiçar e decretar a eliminação da Celeste do torneio.

Os peruanos, por sua vez, não têm nada com isso. Se defenderam com qualidade, foram eficiente e garantiram vaga nas semifinais da competição, onde encaram o atual bicampeão Chile, na próxima semana. Uruguai tem gol anulado, mas primeiro tempo não empolga O jogo começou truncado em Salvador.

Uruguai e Peru utilizaram a estratégia dos lançamentos longos nos primeiros minutos de partida. A primeira boa chance só surgiu aos 14. Valverde cruzou pela direita e encontrou Suárez sem marcação dentro da área. O camisa 9 cabeceou, mas não pegou em cheio e jogou por cima do travessão. A seleção peruana, como de costume, trabalhava suas jogadas para encontrar os pés de Paolo Guerrero na referência do ataque. Porém, o camisa 9, muito bem marcado, não conseguia espaço para assustar a meta do goleiro Muslera. Mesmo com jogo de muito contato, o time celeste era superior.

Aos 26, Suárez recebeu bom lançamento de Bentancur na esquerda, invadiu a área e bateu cruzado. Gallese espalmou para o meio da área e a bola sobrou limpa para Cavani, que jogou por cima e desperdiçou uma chance incrível. A arbitragem, porém, já marcava o impedimento de Suárez no início do lance. Pouco depois, o selecionado uruguaio chegou ao primeiro gol. Após trocar passes na entrada da área adversária, o rubro-negro Arrascaeta apareceu para bater forte e estufar a rede da Arena Fonte Nova. Entretanto, a arbitragem, de forma correta, marcou impedimento de Nández na origem da jogada.

O panorama pouco se alterou nos minutos finais da primeira etapa. Os uruguaios eram os donos da bola, mas não conseguiam espaço no último terço. Cavani e Suárez até tentaram, mas não foram felizes na finalização. A equipe albirroja, por sua vez, continuou respondendo por intermédio de Guerrero, que brigou muito entre os zagueiros, teve chance, mas não tirou o zero do placar.

Celeste acumula gols invalidados na segunda etapa, mas vence nos pênaltis A seleção uruguaia voltou assustando. Logo aos dois minutos, Valverde encheu o pé direto para o gol e buscou o ângulo do goleiro peruano, que saltou bonito para defender e evitar o primeiro gol da partida. A resposta peruana veio pouco depois, por intermédio de Flores.

O meia recebeu pelo lado e arriscou o chute cruzado. Guerrero se esticou para completar e, por muito pouco, não conseguiu o desvio. O tempo foi passando e a pressão celeste aumentando. Luisito Suárez fez mais uma boa jogada pela esquerda e mandou para o meio. O zagueiro Godín apareceu livre, mas acabou testando por cima do gol de Gallese. A partir daí, um festival de gols anulados da seleção uruguaia.

Primeiro com Cavani, que recebeu em profundidade e bateu firme na saída do goleiro. No entanto, o artilheiro celeste estava em posição irregular. Nada feito. Depois, foi a vez de Suárez ser vítima da bandeirinha. O atacante do Barcelona recebeu cruzamento de Cáceres e mandou para dentro. Mais uma vez o lance foi checado pelo VAR e anulado. Na parte final do confronto, o ritmo caiu consideravelmente.

O Peru até tentou ser mais perigoso, mas Muslera acabou sendo mero espectador de todo tempo regulamentar. Fim de jogo e penalidades máximas à vista. Suárez desperdiça e Peru avança Quis o destino que Suárez, um dos ídolos da seleção uruguaia, fosse o responsável pela abertura das cobranças. O camisa 9 bateu forte e parou em grande defesa de Gallese. Na sequência, foram mais nove cobradores. Todos converteram as penalidades. O responsável pela derradeira foi o meia Flores, que deslocou Muslera e colocou o Peru nas semifinais da Copa América.

O Gol