Venda de veículos registrou crescimento de 17,8% em agosto

A venda de veículos novos no Brasil alcançou 216,5 mil unidades em agosto, alta de 17,8% em comparação com igual mês do ano passado e crescimento de 17,2% sobre o resultado de julho, informou ontem a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea). No acumulado do ano, o mercado sobe 5,3% em relação a igual período do ano anterior, para 1,42 milhão de unidades. Por segmento, as vendas de automóveis e comerciais leves, juntos, somaram 210,1 mil unidades em agosto, expansão de 17,9% em relação a agosto de 2016 e de 17,4% ante o volume do mês anterior.

Com isso, os emplacamentos destes dois segmentos acumulam, de janeiro a agosto, crescimento de 5,3% sobre igual intervalo do ano passado, para 1,382 milhão de unidades. Entre os pesados, foram 4,8 mil caminhões vendidos no oitavo mês do ano, avanço de 9,9% ante igual mês do ano passado e expansão de 6,6% sobre o resultado de julho. No entanto, no acumulado do ano, o segmento acumula retração de 11,1%, para 30,8 mil unidades. No caso dos ônibus, as montadoras venderam 1,5 mil unidades em agosto, alta de 28,1% sobre o resultado de igual mês do ano passado e aumento de 25,4% em relação a julho..

Contudo, o segmento tem queda de 10,5% no acumulado do ano, para 7,6 mil unidades. Com a demanda em alta, os estoques do setor têm se ajustado. Os pátios das montadoras e das concessionárias terminaram agosto com 220,5 mil veículos à espera de um comprador. O estoque é suficiente para 31 dias de venda, considerando o ritmo das vendas registrado em agosto. Segundo a Anfavea, o ideal é que os estoques sustentem cerca de 30 dias de vendas. Um mês antes, o número de veículos encalhados era de 217,7 mil, suficiente para 30 dias de vendas, também considerando o ritmo de agosto.

Segundo a Anfavea, as exportações em valores de veículos e máquinas agrícolas somaram US$ 1,455 bilhão em agosto, alta de 58,2% na comparação com agosto do ano passado e de 3,3% ante julho. No acumulado do ano, houve crescimento de 53,2% sobre igual período de 2016, para US$ 10,272 bilhões. No oitavo mês do ano, foram exportadas 66,5 mil unidades de automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus, o que representa expansão de 61,7% na comparação com agosto do ano passado e crescimento de 1,6% ante julho.

No acumulado do ano, houve avanço de 56,1% sobre igual período de 2016, par 506 mil unidades. A produção de veículos no Brasil cresceu 45,7% em agosto. É o maior volume para um único mês desde novembro de 2014, quando foram fabricadas 264,8 mil unidades, em soma que considera automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. O resultado de agosto, se comparado a julho, representa alta de 15,4%.

Com isso, o setor acumula, nos oito primeiros meses do ano, a produção de 1,749 milhão de veículos, expansão de 25,5% em relação a igual intervalo de 2016. Por segmento, os automóveis e comerciais leves, juntos, somaram 250,2 mil unidades em agosto, avanço de 45,5% sobre agosto do ano passado e crescimento de 15,7% ante o volume do mês anterior No acumulado do ano, o avanço é de 25,6%, para 1,683 milhão de unidades. Entre os pesados, foram 7,9 mil caminhões produzidos no mês passado, aumento de 52% ante igual mês de 2016 e expansão de 14,2% sobre o volume de julho. O segmento, com isso, acumula avanço de 22,5% no ano até agosto, para 50,8 mil unidades.

No caso dos ônibus, as montadoras produziram 2,1 mil unidades no oitavo mês de 2017, alta de 49,7% sobre o resultado de igual mês do ano passado, mas recuo de 4,8% em relação a julho. No ano, o segmento acumula expansão de 17,3%, para 14,4 mil unidades. Com aumento na produção, as vagas de emprego voltam a ser criadas nas montadoras. Em agosto, 1.107 postos de trabalho foram gerados pelo setor em relação ao número de funcionários em julho. Considerando os últimos 12 meses, no entanto, o saldo é mais tímido, de 281 vagas criadas. A indústria conta hoje com 126.279 trabalhadores, alta de 0,9% em relação a julho e de 0,2% na comparação com agosto do ano passado.

A Anfavea revisou para cima também a sua previsão de produção de veículos em 2017, de alta de 21,5% para expansão de 25,2%. Em unidades fabricadas, a projeção saltou de 2,619 milhões para 2,7 milhões, em soma que considera automóveis, comerciais leves, caminhões e ônibus. No ano passado, o setor produziu 2,157 milhões de unidades. Também foi revisada a expectativa da associação para o mercado brasileiro de veículos. Agora, a Anfavea espera crescimento de 7,3% das vendas em 2017 em relação ao resultado de 2016, quando foram vendidas 2,05 milhões de unidades. Se o resultado se confirmar, o mercado vai somar 2,2 milhões de emplacamentos. A expectativa anterior era de avanço de 4%, para 2,133 milhões em vendas.

A melhora da previsão para o mercado se deve apenas ao desempenho do segmento de veículos leves. A projeção para leves saltou de avanço de 4% para 7,4% em 2017, a 2,136 milhões de unidades, enquanto a estimativa para pesados caiu de avanço de 6,4% para expansão de 3,6%, para 64 mil unidades. Além disso, a Anfavea revisou a projeção para exportações de veículos este ano, de avanço de 35,6% para 43,3%. Em unidades, a estimativa saltou de 705 mil unidades para 745 mil unidades. A associação revisou para baixo a sua previsão de vendas de máquinas agrícolas e rodoviárias em 2017, de alta de 13,2% para expansão de 6,9%.

Em unidades, a projeção caiu de 49,5 mil para 46,7 mil. Em 2016, foram vendidas 43,7 mil máquinas agrícolas e rodoviárias. Por outro lado, foi revisada para cima a previsão para exportações, de avanço de 6% para 34,6%. Em unidades, a estimativa saltou de 10,2 mil para 12,9 mil. No ano passado, foram exportadas 9,6 mil unidades. A expectativa para a produção foi mantida em crescimento de 10,4%, em 59,6 mil unidades.

Em 2016, foram produzidas 54 mil máquinas agrícolas e rodoviárias. O presidente da Anfavea, Antonio Megale, afirmou que os primeiros dias de setembro têm apresentado “números bons” e revelou que a média diária tem sido de 9 mil emplacamentos, semelhante ao ritmo de agosto, mês que terminou com o maior volume de vendas desde dezembro de 2015. Segundo Megale, a expectativa para os próximos meses é positiva, mesmo com as turbulências políticas. “Todo dia temos uma notícia diferente em Brasília. Se formos parar sempre que houver uma notícia diferente, vamos parar de vez. A economia está começando a se descolar da política”, comentou o executivo.