João Pessoa 14/12/2018

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Vereador suplente luta na Justiça por vaga do PSL na Câmara de João Pessoa

O vereador Gilmar Batista (PSL), que ficou na segunda suplência do mandato através de uma coligação encabeça pelo seu partido nas eleições de 2016, quando obteve quase três mil votos , entrou na Justiça contra o vereador Lucas de Brito, por ter cometido a infidelidade partidária.

“O processo está concluso no Tribunal Regional Eleitoral sob a relatoria do juiz Antônio Carneiro, pronto para ser julgado”, informou.

O servidor público quer a vaga do PSL, uma vez que, segundo ele, o vereador Lucas havia abandonado o partido para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Partido Verde. Como não obteve êxito nas eleições, reassumiu o cargo de vereador na Câmara Municipal de João Pessoa.

Lucas de Brito foi presidente do PSL, mas fora substituído pelo coordenador regional da campanha, Julian Lemos, eleito deputado federal nas eleições do dia 7 de outubro. O ex-presidente alega que o suplente perdeu o prazo da ação porque havia saído do partido no dia 6 de fevereiro dentro do prazo previsto com aviso ao então presidente nacional do PSL, Luciano Bivar. Lucas alegou ainda que havia sido discriminado por Jair Bolsonaro quando assumiu a direção nacional do PSL.

Batista afirma que não houve a publicação do anúncio da saída do partido por parte de Lucas de Brito. “Ele pode até ter pego a carta, mas ele não cumpriu o estatuto partidário, que diz que ele teria que ter marcado uma reunião e comunicado a todos os membros do PSL, inclusive aos dois suplentes do partido, eu e Felipe Leitão (eleito deputado estadual), mas o vereador não cumpriu essa formalidade”, explicou.

O fato é que consta no TRE-PB, que somente no dia 15 de março é que o vereador deu entrada na desfiliação partidária. “E eu dei entrada na ação no dia 29 de maio e a lei diz que não perdi o prazo porque conforme a legislação, o prazo é de 60 dias úteis antes do processo eleitoral. Portanto, me sobrava tempo. Ainda assim, ele não divulgou a entrada no TRE com medo que Felipe Leitão entrasse contra ele porque é o primeiro suplente e eu sou o segundo”, disse.

O suplente informou ainda que Lucas segurou a informação para que Felipe Leitão não ficasse sabendo, até porque havia a intenção de Leitão também mudar de partido para disputar uma vaga na Assembleia Legislativa pelo Patriota, como o fez e foi eleito deputado estadual com 27.117 votos.

“Lucas esperou Felipe sair do partido e na linha sucessória cabia a mim assumir o mandato. Então juntei as provas, entrei com a ação de infidelidade partidária e estou no aguardo da decisão da Justiça Eleitoral. É uma luta de Davi contra Golias porque a família de Lucas de Brito é tradicional, mas ninguém está acima da lei”, pontuou o suplente.

Paraíba Online