Via-Sacra relembra os últimos passos de Jesus

via sacraA Sexta-Feira Santa não é um momento apenas de sofrimento, mas de esperança em uma nova vida. Esta foi uma das mensagens do padre Rui Braga durante a Via-Sacra (Caminho Sagrado), realizada na manhã de ontem na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves, em João Pessoa.

Na ocasião, os fiéis da igreja católica caminharam por algumas ruas da cidade rumo à Catedral, lembrando os últimos passos de Jesus Cristo até a morte, quando ele é crucificado. Mas apesar do tom de tristeza e lamentação, padre Rui prega que esta passagem do filho de Deus sobre a Terra traz uma mensagem de renovação.

“A gente não pode ficar na dor da perda e da morte, mas viver na perspectiva da ressurreição. Desta forma se dá o significado deste momento para os fiéis católicos, porque temos a morte como uma certeza desde que nascemos. Também caminhamos para a Cruz, porque sem ela não ressuscitamos. No entanto, não podemos caminhar com o penar da morte, mas na perspectiva de que ela não tem poder sobre nós porque Jesus lembra que o último inimigo a ser vencido é a morte”, destacou padre Rui.

Ontem, o celebrante também deixou uma mensagem direcionada às mães, cujos filhos perdem a vida por causa das drogas. “Em um tempo em que a gente vive tantas dores, mães que perdem seus filhos na mais bonita das idades, que é a juventude, para as drogas e violência como um todo, é tempo da gente se entregar à bondade e ao amor de Deus. Além de termos a certeza que também ficaremos na frieza do leito da terra, no entanto caminharemos felizes na ressuscitação”, destacou.

A comerciante Doris Barros Araújo, que participou da celebração, afirmou que o momento era de conscientização sobre a importância de Deus na vida dos fiéis. “Quem pratica a Via-Sacra também recebe a indulgência de Deus”, ressaltou.

Outro fiel que estava na Catedral foi Severino Batista de Souza. Para ele, a Via-Sacra estimula a reflexão. “É importante refletirmos que Jesus entregou a própria vida em perdão dos nossos pecados. Se ele não tivesse feito isso, todo mundo estaria sofrendo. Então, este momento nos leva a pensar em doação e amor ao próximo”, afirmou.

Ofício da Agonia

Ao meio-dia foi celebrado o Ofício da Agonia, também na Catedral Basílica de Nossa Senhora das Neves. Segundo o relato bíblico, no período em que Jesus Cristo estava para ser crucificado, do meio-dia até as 15 horas houve trevas e terremoto sobre toda a Terra. E essas foram as últimas horas de sofrimento do Filho de Deus antes da morte. Segundo o Padre Rui Braga, neste período a luz do mundo ficou apagada até o momento em que Jesus entregou o seu espírito ao Pai. “Quando ele entrega seu espírito a Deus, a luz retorna ao mundo”, destacou o padre.

Jornal da Paraíba