João Pessoa 24/05/2019

Início » Destaque » Viviane Araujo, Gracyanne Barbosa e Juliana Paes falam da importância do posto de rainha

Viviane Araujo, Gracyanne Barbosa e Juliana Paes falam da importância do posto de rainha

O posto que elas ocupam nos desfiles da Marquês de Sapucaí não são quesitos pontuáveis para as escolas de samba, mas mesmo assim o título de rainha de bateria é extremamente disputado entre as beldades. E quem já está há tempos no cargo, como a musa fitness Gracyanne Barbosa, da União da Ilha, e a atriz Viviane Araujo, do Salgueiro, sabem a importância de estabelecer um vínculo com a comunidade e a bateria. Mas em algumas situações nem sempre é possível manter tanta proximidade. À frente dos ritmistas da Grande Rio, Juliana Paes ficou impossibilitada de marcar presença em alguns ensaios da agremiação de Caxias, devido as gravações de “A dona do pedaço”, próxima novela das nove.

Gracyanne Barbosa diz que fica chateada com falta de rainhas nos ensaios
Gracyanne Barbosa diz que fica chateada com falta de rainhas nos ensaios Foto: Vinícius Mochizuki

Gracyanne Barbosa está preparada para escrever com tintas fortes sua participação no enredo que a agremiação levará para a Sapucaí: a história de expoentes da literatura nacional, Rachel de Queiroz e José de Alencar, para falar sobre o Ceará. Com passagens à frente dos ritmistas de diversas agremiações, a empresária e musa fitness, de 35 anos, sabe da responsabilidade de ocupar o posto.

— Mesmo sem ter pontuação, quem está no cargo de rainha é muito cobrada. Nós atraímos atenção para a bateria e, se fosse um quesito, acho que o empenho de todas seria maior. Fico chateada quando vejo uma rainha que aparece em poucos ensaios — critica a mulher do cantor Belo.

Gracy faz questão de ser uma rainha presente:

— É fundamental nossa presença nos ensaios.

Viviane Araujo no último ensaido do Salgueiro
Viviane Araujo no último ensaido do Salgueiro Foto: Guito Moreto / Agência O Globo

Chamada de Rainha das Rainhas do carnaval, Viviane Araujo tem uma longa jornada no samba e se orgulha da sua trajetória. Neste ano, mais uma vez, ela defende o Salgueiro, que traz um enredo sobre Xangô.

— Acho que cada rainha tem seu diferencial. Comecei desfilando em composição de carro, ala, destaque de chão e depois me tornei rainha de bateria. Eu me orgulho de ter conquistado o carinho e o respeito das pessoas dentro do samba e do carnaval — afirma Vivi.

À frente da Furiosa, como é chamada a bateria da escola tijucana, a atriz de “O sétimo guardião” fala sobre a importância do posto:

— Ser rainha do Salgueiro é uma grande responsabilidade. A bateria é o coração da escola. É uma emoção quando ela passa. A vibração e a energia das pessoas é muito grande. É gratificante.

Juliana Paes no ensaio da Grande Rio
Juliana Paes no ensaio da Grande Rio Foto: Divulgação

Segundo ano como rainha de bateria da Grande Rio, Juliana Paes fala da da experiência de defender a agremiação de Caxias mais uma vez:

— Eu fecho os olhos e agradeço por aquela festa, por estar ali e atravessar o grande canal de alegria que é a Sapucaí. Desejo levar a todos entusiasmo e emoção.

Juliana tentou conciliar os ensaios com a gravação da próxima novela das nove.

— Este ano não está fácil. Bate uma angústia, porque acompanhei de longe esta reta final (de ensaios). Estou gravando em algumas cidades fronteiras no Sul do Brasil. Mas estive com a bateria em ensaios anteriores, e está tudo certo. Samba na ponta da língua, energia louca para ser solta — garante ela.

Experiência no cargo

Rainha de bateria da Viradouro há seis anos, Raissa Machado procura estar sempre nos ensaios da escola, que neste ano mostra na Sapucaí um enredo sobre imaginação e um livro mágico.

— Só não vou ao ensaio quando realmente acontece algo que me impede de ir. Tenho uma boa relação com a comunidade, com meus ritmistas… É tudo muito natural. Faço parte de um grupo com eles e participo de tudo.

Raissa Machado rainha da Viradouro
Raissa Machado rainha da Viradouro Foto: Alline Ourique

E, quando se trata da preparação para o desfile, Raissa conta também com a fé.

— Preciso de uns minutos com Deus. Ele e eu! Agradeço e peço para que tudo corra bem com minha escola e com as outras também — diz ela, que adianta: — Minha fantasia está incrível! Acredito que todos vão ficar maravilhados.

Uma história na Beija-Flor

Apesar da pouca idade, Raissa Oliveira é rainha de bateria da Beija-Flor desde os 12 anos. Hoje, aos 28, ela garante que sua escola do coração vai além do samba.

— Costumo dizer que a Beija-flor não é uma escola de samba, é uma escola de vida. Desde criança, eu tinha o sonho em desfilar na Beija-Flor. E com 12 anos, na escola de samba mirim, eu me tornei rainha de bateria. Agora, vou fazer 17 anos no posto. É gratificante, por levantar a bandeira da comunidade e por representar meu pavilhão — afirma Raissa.

Raíssa Oliveira, rainha de bateria da Beija-Flor de Nilópolis
Raíssa Oliveira, rainha de bateria da Beija-Flor de Nilópolis Foto: Cléber Júnior / Agência O Globo

Para fazer bonito na Avenida e entrar confiante, ela junta a superstição com a fé:

— Sempre entro com o pé direito na Sapucaí. Sempre! Depois faço uma oração e entrego a passarela a Deus! Oro por todos os componentes para que tudo corra bem no desfile.

Extra