Wilson Filho diz que Cunha será o alvo após impeachment e defende avaliar novas eleições

Wilson Filho diz que Cunha será o alvo após impeachment e defende avaliar novas eleições

wilsonfilho-alvoO deputado federal (PTB) afirmou que após o término do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), o alvo da população brasileira e dos parlamentares deverá ser a retirada do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) do poder. Além disso, ele afirma ser a favor da discussão para a realização de uma nova eleição para presidente da República.

“Creio que após finalizar o processo de impeachment, o alvo da nação brasileira acabará sendo o presidente da Câmara e nós temos que discutir muito porque uma das maiores críticas que nós tivemos do pessoal favorável ao Governo Federal era que o processo estava sendo presidido por uma pessoa que também estava sendo investigado. Então isso gerará um grande debate e creio eu que logo após finalizar o impeachment”, disse.

Já sobre a realização de novas eleições, Wilson Filho afirmou que elas serão necessárias caso se confirme, através das investigações, a participação do PMDB assim como do PT em todos os atos de corrupção investigados. “Creio que a proposta das novas eleições é importante para ser discutida caso sejam comprovadas as denúncias que estão sendo feitas que o PMDB possa por ventura estar tão ligado, tão maculado quanto o PT já está comprovadamente. Temos que avaliar isso”, disse.

Ele afirmou que defendia novas eleições mesmo antes do processo de impeachment como um gesto de grandeza do PT. “Defendia novas eleições de forma muito veemente antes do impeachment porque seria um gesto de grandeza do próprio PT e o PT está  anunciando novas eleições após perder a votação na Câmara, então perde obviamente um pouco da força da proposta”, afirmou.

Segundo ele, as novas eleições seriam apenas para a escolha de um novo presidente e vice e não para uma mudança total também no Congresso Nacional. “Seria uma injustiça você colocar para ter eleição geral envolvendo parlamentares que nunca tiveram nada, que conseguiram se eleger pelo seu trabalho, que não são investigados. Não tem lógica isso acontecer, além do custo para o Brasil de fazer uma eleição geral sem nenhum argumento. O motivo da eleição para presidente é que a chapa está sob investigação, então se tiver que passar por nova eleição, tudo bem, mas não uma eleição geral”, declarou.

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