João Pessoa 14/12/2018

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PF prende em flagrante bancário e esposa acusados de receberem propina para venda de imóvel

A Polícia Federal recebeu a informação de que a correspondente bancária havia exigido R$1.250,00, em espécie, e em troca, o beneficiário seria chamado no dia seguinte para assinar o contrato de financiamento imobiliário e receber o valor correspondente.

Ambos foram conduzidos à sede da Polícia Federal em Cabedelo e, durante seus interrogatórios, confessaram a prática do crime. (Foto: Walla Santos)

Um bancário de uma instituição financeira pública e sua esposa foram presos em flagrante na tarde desta quarta-feira (24) quando recebiam propina de um cliente para obter vatagem na lista de financiamento para a aquisição de um imóvel. A ação foi realizada pela Polícia Federal, no interior de agência bancária localizada no bairro de Mangabeira.  O funcionário foi pego no momento em que cobrava vantagem ilícita para liberar financiamento habitacional, com o auxílio de sua esposa, que atuava como correspondente bancária.

A Polícia Federal recebeu a informação de que a correspondente bancária havia exigido R$1.250,00, em espécie, e em troca, o beneficiário seria chamado no dia seguinte para assinar o contrato de financiamento imobiliário e receber o valor correspondente. O dinheiro da propina deveria ser entregue na própria agência bancária de Mangabeira.

Uma equipe de Policiais Federais dirigiu-se à agência bancária, onde abordou o empregado público logo após o encontro com o cliente, tendo sido encontrado em seu bolso exatamente o valor exigido para a liberação do financiamento, momento em que foi preso em flagrante.
Em seguida, a correspondente bancária foi localizada em seu escritório e recebeu voz de prisão em flagrante.

Ambos foram conduzidos à sede da Polícia Federal em Cabedelo e, durante seus interrogatórios, confessaram a prática do crime.

O funcionário público que exige vantagem ilícita para praticar ou deixar de praticar ato de ofício está sujeito à pena de reclusão, de até 8 anos.

Os autuados aguardam na Superintendência da Polícia Federal a designação de audiência de custódia que será realizada na Justiça Federal em João Pessoa.

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